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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

PREFIRO A GERENTONA À MADONA

O Brasil é um estado laico e como tal deve ser mantido. Deus, para quem acredita n’Ele, tem tarefa muito mais importante para tratar.

Afinal, sendo Deus o senhor do Universo e, aparentemente, o universo não tendo fim, como se costuma dizer, ele não teria tempo para se preocupar apenas com os problemas terrenos e, particularmente, os brasileiros.

Quantos bilhões de anos-luz separam uma ponta da outra nesta imensidão universal? Qualquer enciclopédia chinfrim informa que um ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros de distância. (Para mais informações, consulte o Wikipédia).

Nossa Via Láctea, em cuja galáxia estamos inseridos, mede aproximadamente 100 milhões de anos-luz de uma ponta a outra e a nossa terra tem a ínfima dimensão de 40 mil quilômetros de circunferência, ou seja, somos um grão de poeira na galáxia e menor ainda se comprada ao Universo.

Se Deus tem as preocupações que deve ter inerentes ao seu Poder, seus olhos não se voltariam justamente para esse paraíso tropical para, com o dedo em riste, indicar quem deve dirigir o futuro da nação brasileira.

Antes, Deus deveria se preocupar com a fome na África, com as guerras tribais africanas e em partes do leste europeu, com a dominação dos povos pelas grande potências, com a fome que assola a África, com o massacre de palestino em nome de Deus. Com tantas coisas a fazer, por que Deus escolheria justamente o Brasil para dar pitacos eleitorais?

De joelhos para as grandes nações o Brasil sempre esteve nos últimos sessenta anos, a ponto de representante do governo de FHC tirar os sapatos para pisar em solo americano, instado por um reles funcionariozinho de alfândega. E o figurão era embaixador. Suprema humilhação!

Observo que o conservadorismo nacional ainda reza pela cartilha do Tio Sam; que o conservadorismo nacional ainda não está satisfeito com o Brasil Privatizado (ler Aloysio Biondi, Amaury Ribeiro Jr e Palmério Dória o quanto a privataria custou á nossa soberania).

Só nos livramos dos grilhões que nos mantinham atados ao capital internacional nesse século com os governos trabalhistas de Lula e Dilma. Não mais se privatizou bens públicos em nome de um neoliberalismo que devastou a renda dos trabalhadores, comprimiu salários e cortou empregos sem, com isso, controlar a inflação, mesmo com juros escorchantes sangrando nossa economia.

Há corrupção no governo Dilma? Sim! Houve no governo Lula? Sim! A diferença entre os governos trabalhistas de Lula e Dilma e o de FHC, o “príncipe da privataria”, o sociólogo dos punhos de renda, é que os trabalhistas deixaram a Polícia Federal investigar.

Lula e Dilma tiraram os esqueletos da corrupção do armário. O medo dos milionários e dos banqueiros exploradores é que o corte na carne permitido pelos governos trabalhistas chegue até seus ossos.

Protegidos pela mídia, esta cambada se acostumou a domesticar os brasileiros contra o “perigo comunista”, cujos adeptos matavam criancinhas para comer no jantar. A igreja tem grande parcela de culpa nesta alienação popular.

Ainda hoje é possível ouvir pastores e clérigos, com seus dedos purulentos, apontarem a corrupção existente nos governos trabalhistas de Lula e Dilma e esconderem de seus seguidores que a corrupção acompanha o Brasil desde que aqui chegaram os reis de Portugal, fugidos de Napoleão em 1808.

Não quero um país fundamentalista. Quero um país onde quem acredita possa escolher uma religião para professar, ou ficar alheio à elas. Quero um país onde os corruptos cumpram suas penas, se condenados, na cadeia.

Não adianta dizer que corrupção só existe no seio trabalhista. Ele ocorre nas grandes esferas, longe  dos nossos olhos. O grande roubo perpetrado contra este país não foi executado por nenhum trabalhista pelo fato de eles não possuírem o controle do capital.

O poder pertence ao povo, diz a CF, e em seu nome deve ser exercido. Não se deixe enganar por falsos profetas. Prefiro uma “gerentona” no poder, que encara os problemas de frente, à uma “madona” sem discurso, pronta para entregar o país de bandeja nas mãos do capital internacional.