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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

AÉCIO, VACINAS E CAVALOS

Silvio Prado, professor

Em 2004, quando ainda governava Minas, o “bonitinho” Aécio fez mais uma coisa muito feia: incluiu as despesas com vacinas para cavalo como gastos de saúde. Certamente pela censura imposta por sua irmã Andreia Neves, ninguém ficou sabendo do escândalo. Foi preciso um debate presidencial para que o problema se tornasse público. No entanto, Aécio não fez nada diferente do que fazem muitos tucanos com verbas destinadas ao serviço público de saúde.

Para candidato tucano, gastar dinheiro público com
vacina para cavalo é "investimento" em saúde
Em 2011, o governador Geraldo Alckmin foi flagrado vendendo 25% das vagas do SUS para favorecer aos grandes grupos que negociam planos de saúde e tratam a mesma como qualquer mercadoria. O mesmo Alckmin, em mandato anterior, já havia sido denunciado pela aplicação de verbas da educação em zoológicos paulistas.

Apesar da denúncia, que virou CPI, até 2010 pelo menos 3 zoológicos do estado de São Paulo ainda recebiam verbas da FDE, Fundação para o Desenvolvimento da Educação. Nada contra cavalos ou qualquer outro bicho alojado em zoológicos ou fora deles. No entanto, tudo contra a política tucana de fazer festa privada com dinheiro público, maquiando prestações de contas e muitas vezes botando “bicho inocente” pelo meio.

Os dois fatos mostram a falta de compromisso do PSDB com os interesses populares. No bolso de quem foi parar o dinheiro que, não servindo ao contribuinte, no governo Aécio Neves desapareceu sob a desculpa de compras para vacinas para cavalo?

Quanto ao governador Geraldo Alckmin, em 2011, vendendo 25% das vagas do SUS para favorecimento de planos particulares de saúde, todo mundo sabe qual era a intenção de tão absurda decisão: socorrer as chamadas Organizações Sociais, as mesmas que, mesmo funcionando custeadas pelo dinheiro público, apresentavam naquele momento um rombo de 147 milhões de reais em suas prestações de contas.