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sábado, 18 de outubro de 2014

DILMA NELES!

Silvio Prado, professor

De fato, as semelhanças entre Ortiz Junior e Aécio Neves, são muitas. Primeiro que são lideranças de um partido que incorpora corpo e alma do conservadorismo brasileiro. O PSDB, partido antipovo, antinacional, anti qualquer coisa que lembre originalmente o Brasil, é o local onde não são encontrados militantes negros e muito menos lideranças que tenham os mesmos traços físicos da maioria da população.

Parece um clube muitíssimo especial onde se agrega uma espécie de “raça pura” dentro da negritude e mestiçagem brasileiras, ganhando cada vez mais simpatia daqueles que não tem vergonha e nem medo das consequências legais dos ataques feitos a negros, pobres e nordestinos. Basta uma rápida olhada pelas páginas da Internet para se constatar o que se afirma aqui.
Portanto, o PSDB é a cara sem maquiagens da latrina que se chama direita nacional atraindo, como mostra o atual processo eleitoral, o lixo ético que perdeu a vergonha de pregar o racismo e a homofobia muito além da Internet, também nunca desistindo de colocar o país sob o jugo dos interesses dos Estados Unidos.

Além da militância no mesmo partido, outra semelhança entre Junior e Aécio é a origem, que lhes deu o direito de herdarem o cacife político que suas famílias construíram com décadas de políticas enganosas, autoritárias e esvaziadoras dos cofres públicos em beneficio de empresas da iniciativa privada.

Na mídia, os dois aparecem como moderninhos e única solução para os problemas sociais. Mas, a prática mostrou Aécio detonando o dinheiro publico mineiro em favor da família e amigos. Também Junior, dentro das proporções taubateanas, fez e faz o mesmo.

Aécio e Junior, herdeiros de gente que sempre mamou nos cofres do Estado, não podiam crescer e fazer coisa diferente. O candidato a presidente construiu, com dinheiro da população, dois aeroportos que até hoje são privativos da família e amigos. Junior  herdou do papai Bernardo o famoso Sitio do Bonfim, que paga imposto rural, mesmo localizado em terras urbanas.

Quando presidente da FDE, Bernardo permitiu que o filho usasse da estrutura daquele órgão público para sacar milhões que financiaram sua campanha. Como Aécio em Minas, Ortiz Junior mamou e se engasgou nas tetas do Estado e agora está, na velocidade de uma tartaruga doente, enfrentando a justiça e pode até perder o mandato.

Se o filho de Bernardo fingiu durante mais de um ano que era comentarista exclusivo da Rádio Metropolitana e ganhou a cabeça dos ouvintes com seus palpites bem calculados sobre problemas de Taubaté durante a pré-campanha de 2012, Aécio foi colunista da Folha de S. Paulo, porta voz do atraso e da mentira e que hoje trabalha tenazmente por sua candidatura.

Mesmo que Aécio tenha passado dos cinquenta e Junior ande próximo disso, o perfil da dupla se encaixa com precisão nos padrões da chamada estética global. Sempre limpinhos e cheirosos para o eleitor desatento, no entanto eles fedem por dentro. Conforme os padrões estéticos vigentes são ate bonitinhos, mas para os interesses populares são excessivamente imprestáveis e ordinários.

Tomara que o povo de Taubaté, que caiu no conto do vigário da família Ortiz e engoliu Junior com casca e tudo, caia agora na real e veja a vida como ela é. Essa dupla tucana nasceu na chocadeira do PSDB. Junior, o menos conhecido, virou especialista em arrebentar com Taubaté. Aécio, potencialmente mais ordinário, sonha mais alto e promete arrebentar o Brasil.

Portanto, Dilma neles!