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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

DILMA, NOSSA MELHOR OPÇÃO

Fabrício Peres, professor

Não vou chamar Dilma de minha heroína, não pretendo venerá-la como uma rainha ou mesmo como a mulher que vai salvar o Brasil, creio que já não seja tão romântico nem tão otimista, apesar de acreditar que essa tenha sido a melhor opção, incomparavelmente.

Dilma teve coragem sim, suportou pressões intensas, ataques covardes de órgãos de imprensa sem ética. Apesar de tudo, ela chegou onde pretendia, representou seu partido e acima de tudo seus eleitores, que encontram nela um lastro de esperança para a consolidação de uma sociedade mais justa.

Mas hoje, logo após os resultados eleitorais, após meses colaborando com uma ideia que felizmente se concretizou, sinto-me a vontade para criticar e já começar a cobrar posturas, como eleitor e cidadão brasileiro.

Dilma e o PT erraram em muitas ações, mas acima de tudo erraram por não investir na democratização da mídia, por não lutarem com mais garra pela reforma política, por não fomentarem mais a cultura e a educação, maiores responsáveis por um processo mais efetivo de conscientização e socialização.

Nossa sociedade não pode mais existir como vítima da imprensa alienadora, que limita a expressão da cidadania e empurra garganta abaixo do cidadão seus compilados sujos, vomitados diariamente e muitas vezes excretados na ultima hora, como porcaria intoxicadora do pouco que consciência que se esforça para sobreviver em meio a pântano tão pouco oxigenado.

Não podemos mais tolerar as parcerias sem escrúpulos, entre empresários e políticos que trocam favores e fortunas, mantendo o cidadão comum a mercê de interesses sórdidos que flutuam obscuros sobre os direitos fundamentais da sociedade.

Não é mais tolerável conviver com níveis tão baixos de formação cultural e educacional, que deixa qualquer suspiro de renovação se afogar nas águas escuras da massificação.

As posturas reprováveis dos debates e das manifestações públicas são o produto direto da falta de esclarecimento, do estreitamento da consciência e da relativização da ética, que estrangulam como torniquete a pouca circulação ideológica que ainda luta para sobreviver em uma sociedade cada vez mais pragmática e sem perspectivas.

O povo que hoje, felizmente, tem acesso ao pão, precisa ter alimentada a alma, que ao longo da história brasileira foi empobrecida e endurecida pela fome física, pela servidão, pela repressão e acima de tudo pela privação intelectual.

Não podemos nos permitir esquecer que essa vitória deve-se acima de tudo, não a competência de Dilma e do PT organizarem um governo e uma nação, mas a incompetência e insensibilidade histórica da oposição, que nunca ofereceu ao povo brasileiro motivos para acreditar em seus projetos e programas, que pouco ou nada dialogam com as reais necessidades de uma sociedade em franco processo de formação.

Além das cobranças que exponho desde já, quero parabenizar a todos que acreditaram e colaboraram com mais essa etapa de um projeto em construção, que mesmo lentamente conduz o Brasil a uma realidade mais desejável, evitando o retrocesso que certamente se estabeleceria sob as mãos de outros grupos políticos, conservadores e segregadores, que não conseguem enxergar nada além do capital que sustenta seus privilégios.

Marcelo Faleiros,Beatriz Luiz,Bia Macedo,Amoaves Elisei,Pisciotta Marcelo,Mauro Esteves,Fernanda Bedaque, Salvador Soares, Silvio Prado, Borges Fernando, Isaac Do Carmo, Alcimara Azevedo, Kelly Ishiy,Alex Vaz, Luiz Carlos Chiovatto, Joao Batista Batista, Irani Lima, Antonio Barbosa Filho, Francisco Oiring Oiring, Marcus Alvarenga e tantos outros que deixaram diferenças ideológicas de lado e dentro de suas possibilidades colaboraram com a reeleição, não de uma candidata, mas de um projeto, que visa o avanço e acima de tudo, evita o retrocesso.