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sábado, 25 de outubro de 2014

NO DIA 26, O FUTURO EM NOSSAS MÃOS

Celso José de Brum, sociólogo*

Estava eu em uma grande loja da cidade, conversando com o funcionário que me atendia. E falava das razões pelas quais considerava o voto em Dilma Rousseff o melhor para o Brasil. Uma conversa afável, com a ênfase que tal assunto requer. Quando entra um indivíduo e, ao ouvir os argumentos, diz aos berros que “vocês só conseguem convencer os ignorantes”, entre outras truculências. O indivíduo não disfarçou sua falta de educação, ao interferir num diálogo para o qual não havia sido chamado. Era visível sua desproporcional violência, olhos esbugalhados, à beira de um ataque de nervos. Com uns 25 a 30 anos a menos que eu e muito mais forte, certamente intentou atemorizar-me. Aproveitei a deixa, para dizer ao funcionário: “Isto é a direita, isto é o PSDB”.

Contou-me um dileto amigo que, dirigindo na Via Dutra, teve seu carro quase jogado fora da pista, por uma caminhonete possante. Conseguiu livrar-se do atentado e, quando a caminhonete passou por ele, o condutor e a acompanhante gritaram-lhe palavrões a ele e à sua candidata. O motivo: um grande adesivo, no vidro traseiro, em que aparecem Dilma e Lula. Isso é a direita, que está com o PSDB.

O meu amigo não retirou o adesivo do seu carro. Nem eu. Continuamos votando a favor do Brasil, votando em Dilma Rousseff. Não escondo a minha preferência. Estou certo, muito certo e certíssimo que é o melhor para o Brasil. O meu voto não é fruto de um impulso ou por teimosia: é um voto consciente. É o voto de quem estuda o Brasil há 50 anos.

Minutos antes de começar a escrever, vi, no telejornal, que o índice de desemprego, neste momento no Brasil, é de 4,9% (que, estatisticamente, é considerado pleno emprego). Se comparado com a Europa e com os Estados Unidos, é absolutamente extraordinário. Na Europa, existem países com índices de desemprego de 12% a 25 %, uma barbaridade. E este é apenas um, dentre tantos motivos, que comprova a superioridade do governo do PT em relação ao que parcamente é anunciado nos planos (?!) do PSDB. Há 3 semanas, a ONU – Organizações das Nações Unidas retirou o Brasil do Mapa da fome. Isto é o PT.

Já disse aqui, nesta coluna, que retirar 42 milhões de pessoas da extrema pobreza e ao trazer mais de 40 milhões para a classe média, o PT, em 12 anos, realizou algo que não tem similar na história. Isto é PT.

O Brasil é hoje a 6ª economia mundial e os investimentos estrangeiros no Brasil foram da ordem de 67 bilhões de dólares, em 2013. Isto é PT.

As perspectivas deste Brasil, com o atual modelo do governo, são as melhores de todos os tempos.

Aliás, a questão principal desta eleição é mais do que escolher entre Dilma e Aécio. É escolher entre o modelo do PSDB (que representa a direita) e o modelo do PT (que é o povo no poder).

O sr. Armínio Fraga, indicado por Aécio para ser o ministro da Fazenda, declarou que é preciso diminuir o rol de atribuições dos bancos estatais (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES) até “não sobrar muito”, ou seja, destruir o principal esteio da política do PT para o povo (Bolsa-Família, Minha Casa, Minha Vida, Prouni, Fies, Ciência sem Fronteiras, entre outras ações governamentais).

É, na verdade, uma questão de filosofia. A direita, representada por Aécio e pelo PSDB, não tem o povo, - a felicidade e o bem-estar do povo - como seu principal objetivo. Para a direita o objetivo é governar para as elites e a administração é um exercício que se faz dentro das regras neoliberais, que levaram o mundo à atual crise. Da qual tem escapado o Brasil, graças ao governo do PT, que fez da distribuição de renda, fator de desenvolvimento.

No próximo dia 26, o eleitor estará escolhendo mais do que entre Aécio e Dilma. O eleitor estará escolhendo entre dois modelos de governo: direita truculenta e governo do povo e para o povo.

Votar na direita é jogar no lixo todas as conquistas desses últimos 12 anos e adotar uma política que não deu certo na Europa, nem nos Estados Unidos. E que não dará certo no Brasil.

Votar com o governo do povo, é ter a CERTEZA de que as conquistas obtidas, nesses 12 anos, estarão preservadas e que o povo continuará sendo o senhor de sua história e do seu futuro.

*Ex- professor de Sociologia e Estudo dos Problemas Brasileiros da Unitau