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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

ORTIZ JUNIOR RESPIRA POR
APARELHOS, MAS RESPIRA

O juiz eleitoral Silmar Fernandes recebeu no inicio da noite desta quarta-feira (8) o processo 587-38 e deve devolvê-lo nos próximo dez dias para a continuidade do julgamento do recurso eleitoral do prefeito Ortiz Junior (PSDB).

08/10/2014 18:38
Enviado para GAB02. CONCLUSÃO AO JUIZ SILMAR FERNANDES. VISTA.

O engenheiro Chico Oiring, que acompanhou a sessão plenária do TRE em nome da TV Cidade conversou com o juiz eleitoral e ouviu deste que a devolução será rápida: “pode acompanhar meu histórico de pedido de vistas” disse Silmar Fernandes, que arrematou: “quando peço vistas é por apenas uma sessão”, disse.

Após o voto do juiz Silmar Fernandes, será a vez do desembargador e vice-presidente do TRE-SP Davienne Ferraz.

Três juízes já votaram: Roberto Maia Filho (relator), Diva Malerbi e Luiz Guilherme da Costa Wagner Junior (que se despede do TRE-SP), todos favoráveis à cassação do prefeito Ortiz Junior e do vice-prefeito Edson Aparecido de Oliveira, além da inelegibilidade de Bernardo Ortiz por oito anos.

Juiz Alberto Zacharias Toron não "divisou" provas para condenar Ortiz Jr
O juiz Alberto Zacharias Toron, que participou de seu primeiro julgamento importante desde que assumiu uma cadeira na corte eleitoral paulista, em abril deste ano, votou contra a cassação de Ortiz Junior.

Em seu arrazoado, Toron afirmou que “o processo (de cassação) cheira mal, é mal cheiroso, mas não divisei provas contundentes”.

Fica difícil explicar para a população como um juiz considera um processo “mal cheiroso”, mas absolve o réu. Fica difícil explicar como o juiz Alberto Toron não viu, entre as mais de mil páginas do processo 587-38, um cheque de R$ 34 mil, emitido pelo empresário Djalma Santos, descontado pelo marqueteiro de Ortiz Junior.

Fica difícil aceitar a justificativa do juiz de que a AIJE 587-38 foi toda baseada em investigações feitas pelo Ministério Público (4ª Promotoria do Patrimônio Público e Social, que redundou no processo 0227622-56.2012.8.26.0000, em trâmite na 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital).

Também fica difícil acreditar que o juiz Alberto Toron “não divisou” (não viu) os depoimentos contundentes da advogada Gladiwa Ribeiro e do empresário Djalma Santos, citados várias vezes pelo juiz-relator Roberto Maia Filho ao pronunciar seu voto.

O juiz Alberto Toron, após mais de 40 dias com o processo nas mãos não viu, entre as provas documentais juntadas pelo Ministério Público Eleitoral de Taubaté, uma agenda de compromissos de Ortiz Junior com empresários do ramo de material escolar.

O documento, anexado pelo MPE como prova da participação do prefeito de Taubaté no conluio de empresas para fraudar o pregão para a compra de 4 milhões de mochilas (cerca de R$ 40 milhões) não foi divisado pelo juiz Alberto Toron. Difícil acreditar...

O juiz Alberto Toron, como os demais, tem o direito de votar como quiser, de acordo com suas convicções, mas não tem o direito de tergiversar diante da verdade das provas contundentes anexadas pelo Ministério Público Eleitoral de Taubaté, que levaram a Justiça Eleitoral a cassar Ortiz Junior.