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terça-feira, 14 de outubro de 2014

PADRE TEQUINHO TRANSFORMA
PÚLPITO EM PALANQUE TUCANO

Padre Tequinho, pároco de São Luiz do Paraitinga, apoia a homofobia e o racismo, principalmente contra os nordestinos. Chego a esta conclusão ao ser informado por fiéis que frequentam sua igreja que o clérigo aproveita os sermões dominicais para pedir votos para o PSDB no segundo turno da eleição presidencial.

Padre Tequinho, pároco de SLP
Não é a primeira vez que Padre Tequinho usa de seu poder clerical para influenciar o voto de seu rebanho. Em março, ele havia postado no Facebook um pedido para seus fieis rezarem o terço fortemente pela derrota da petista Dilma Rousseff nestas eleições (lei aqui).

O cidadão Álvaro Mantovani tem o direito de votar em quem quiser e até pedir votos para seu candidato, mas o Padre Tequinho não pode transformar o púlpito de sua paróquia em palanque eleitoral para incutir na mente de seu rebanho ideias mentirosas sobre o “perigo comunista” que representa a reeleição de Dilma Rousseff.

O anacronismo dos sermões dominicais de Padre Tequinho é o mesmo de pastores evangélicos e de padres ligados à direita reacionária, que não pregam o amor que Cristo lhes ensinou, para disseminar o ódio racista e a homofobia  em suas pregações, defendida pelo PSDB.

O Brasil não é e jamais será comunista, porém, seus governantes devem lutar para melhorar a vida das pessoas, obrigando os patrões a pagarem um salário mínimo decente aos seus empregados, distribuir melhor a renda (que ainda está longe do ideal), promover a reforma agrária, oferecer condições para que o pobre, o negro, o nordestino e os moradores dos grotões (como diz FHC) possam ter ascensão social.

Aécio Neves significa o fim das conquistas sociais. Padre Tequinho, bem como demais, deveria voltar seus olhos para as reais necessidades do povo brasileiro e não acenar apoio para quem quer o neoliberalismo de volta, a entrega pura e simples de nossas riquezas naturais (petróleo, minério, etc) para o capital estrangeiro, a submissão total do Brasil e da América Latina aos Estados Unidos, o fim da nossa independência diplomática.

Ao pregar o voto em Aécio Neves, o clero (católico e evangélico) apoia o desmanche das conquistas sociais duramente alcançadas em 12 anos de governos trabalhistas. Clérigos como Padre Tequinho prestam um desserviço à sociedade, que sustenta sua igreja por meio do dízimo.

Aprendi com D. Couto que a igreja deve cobrir de amor o seu rebanho, uni-lo em torno de uma causa maior, que é o bem estar de todos, em todos os níveis. Pregar a comunhão entre as classes sociais, jamais a divisão.

Ao professar do púlpito seu apoio ao PSDB, Padre Tequinho associa-se à homofobia defendida pelo Pastor Silas Malafaia (apoiador de Aécio Neves), e o racismo contra os nordestinos defendido por Fernando Henrique Cardoso (mentor do tucano) em recente manifestação sobre o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais.

Não é possível afirmar que Padre Tequinho ignora os ensinamentos de Cristo, que nunca leu frei Leonardo Boff (Igreja, Carisma e Poder), que não entenda que o Brasil é do povo brasileiro e não de meia dúzia banqueiros.

O pároco de São Luiz do Paraitinga precisa rever tudo o que aprendeu no seminário, refletir sobre os ensinamentos de D. Couto, ler seus escritos e voltar seus olhos para Cisto, que expulsou os vendilhões do templo. Nosso templo é o Brasil, que está lotado de vendilhões.

Aguardo nova e hipócrita moção de repúdio ao meu texto.