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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

20 DE NOVEMBRO, UMA GRANDE
VITÓRIA CONTRA O RACISMO

Silvio Prado, professor

Passado o dia 20 de Novembro, dia nacional da Consciência Negra e dia de lembrar a saga de zumbi e do Quilombo de Palmares, só posso dizer que a luta contra o preconceito e o racismo saíram imensamente fortalecidas desse dia de comemorações.

Há tempos eu não via, principalmente em Taubaté, tantos atos e fatos em torno da questão do 20 de novembro. Dificilmente uma escola pública não colocou o tema em pauta. Dificilmente um cidade brasileira não teve algum evento relativo a Zumbi, Palmares e as questões pertinentes aos afrodescendentes. Tenho noticias de atividades das mais diversas ocorridas em toda parte.

Na verdade, todo esse rol incrível de manifestações ocorridas na semana do 20 de novembro também deve ser analisado como resposta firme e decidida aos racistas de todo o país que, em torno da candidatura de Aécio Neves, passaram por cima da leis brasileiras e cometeram crimes de injuria racial e racismo contra os negros.

As praticas racistas vem crescendo em todo o país. No dia da votação do segundo turno, por exemplo,foram abertas nas redes sociais cerca de 300 páginas apenas com a finalidade de esculhambar pobres, negros e nordestinos. O ódio racial explodiu e deu sequência ao que sofreu o goleiro Aranha, do Santos, num jogo em Porto Alegre, contra o Grêmio. Ou pela humilhação sofrida por um casal (ele branco, ela negra), na Zona da Mata, em Minas Gerais.

Como todo ato irracional, suas justificativas provocariam risos se não fossem elementos de uma tragédia social que precisa, pela ação da policia e da justiça, ser severamente combatida. A vitalidade com que se comemorou o dia 20 de novembro foi um sinal claro de que pobres, negros e nordestinos estão alinhados pelos vínculos da história e pela simbologia inquestionável da riquíssima cultura popular brasileira.

Os bobões e idiotas das gangues neonazistas, com seus rituais de sangue e morte, que fiquem perambulando pelos Jardins e condomínios chiques e, quando muito, se atrevam a alguma manifestação relâmpago na riquíssima avenida Paulista. Porem se, por exemplo, a polícia de São Paulo se dispuser a cumprir a lei como gosta de fazer cumprir sobre negros e pobres, essas gangues, por serem objetivamente criminosas, em dois segundos deverão embarcadas em camburões e colocadas de imediato sob os focos da justiça.