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terça-feira, 11 de novembro de 2014

BYE BYE JUNINHO (2)

Silvio Prado, professor

O estado onde milhares de eleitores de Aécio defenderam, e defendem, ainda, a separação do restante do Brasil, está de pires na mão pedindo dinheiro em Brasília para obras contra a seca.

Negros, pobres e nordestinos, outra vez, vão ajudar a sair do buraco seco em que tucanos arrogantes irresponsavelmente jogaram São Paulo. Para horror da paulistada separatista/racista, fica muito mais barato pegar dinheiro em Brasília do que dinheiro estrangeiro no Banco Mundial ou qualquer outro banco onde a gerência é branca e os juros, além de altíssimos, espelham os interesses estratégicos da gente branquíssima de um mercado nada transparente.

Uma coisa é a fala dos desesperados provocada pela dor do pontapé eleitoral dado naquela parte mais esférica e central da bunda. Dói pra caramba um chute ali, principalmente quando dado em público. Depois, aquela dorzinha incômoda sobe pelo corpo inteiro e desequilibra a capacidade que o cérebro tem de pensar corretamente. Então, surge um festival de ditos e besteiras sem tamanho e a desqualificação moral do outro vira rotina.

Outra coisa é a exigência da vida real obrigando muita gente a emprestar meia dúzia de neurônios do vizinho para pensar com alguma sensatez e aceitar que o resto imprestável do Brasil lhe arranje recursos capazes de, a médio ou longo prazo, combater a burrice feita pela incapacidade tucana de administrar os recursos naturais do estado mais rico do país.

E mesmo com o bico quebrado, as penas arrancadas, os olhos ainda turvos pelas seguidas porradas levadas em dois rounds pesadíssimos, tucano enche o peito e cisma de cantar de galo. Cara de pau feita com essas madeiras que sobram em obras da construção civil, Alckmin afirma que não há rodízio em São Paulo. Nem falta d’água.

Aliás, para o governador não falta nada em São Paulo. É um estado completíssimo. O sistema carcerário é o maior hotel cinco estrelas do mundo, quase trezentos mil presos. Os treinos diários de tiro ao alvo feitos por sua polícia nem de longe geram mais mortes que a somatória de todas as mortes cometidas pela policia dos 48 estados norte americanos. Nas escolas públicas paulistas, professor que não ganha 15 mil reais de salário recebe bônus que complementam essa pequena quantia.

Portanto, o único problema real do estado, que deseja se separar do Brasil imprestável, contaminado por pretos, pobres e nordestinos, é a secura da Cantareira, obra de São Pedro, que resolveu parar as chuvas na região depois que a Friboi, empresa do filho do Lula, comprou o velhote com meia dúzia de churrascos no céu, tudo com finas carnes uruguaias e argentinas.

E assim segue São Paulo. No entanto, em Taubaté o tucanato esta mais triste. Mesmo tendo ganho do PT aqui, ontem o tucanato beijou a lona depois que saiu no diário oficial a notificação oficial de que seu prefeito fora cassado. Ele, o prefeito, um adolescente de 40 anos, com a notícia recebeu um golpe, direto e fatal, na boca do estômago e até agora segue desaparecido e tem evitado o contato com o oficial de justiça que lhe entregará a carta de demissão enviada pelo juiz da luta.

Não se sabe por onde anda o rapazola. Dizem que, aconselhado por um médico amigo, pode ter ido acampar na Pedra do Baú ou se refugiado numa praia deserta. Não foi visto no sitio do Bonfim e nem fazendo caminhada na estrada do Pinhão.

Conforme o Irani Lima, quem sabe ele esteja se confessando e pedindo ajuda espiritual ao padre Tequinho, em São Luiz do Paraitinga, pois, incrível, nosso ex-prefeito ainda sonha em ir para o céu. De qualquer maneira, o prejuízo maior afeta o oficial de justiça que, de tanto andar a procura do prefeito, já gastou dúzia e meia de solas de sapatos e não recebe nenhuma ajuda para cobrir esse prejuízo.