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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

EFEITO SUSPENSIVO NÃO É
ABSOLVIÇÃO. CORDA AINDA
ADORNA PESCOÇO TUCANO

O prefeito cassado Ortiz Junior (PSDB) conseguiu nesta sexta-feira (14) efeito suspensivo à sua substituição no cargo de prefeito de Taubaté pelo vereador Carlos Peixoto – Carlão (PMDB), presidente da Câmara Municipal.

Suspensão não é absolvição. A corda que adorna o pescoço do prefeito cassado continua no mesmo lugar.

O TRE-SP deve julgar na próxima semana os embargos de declaração de Ortiz Junior e de seu pai, Bernardo Ortiz.

O tucano ganha mais alguns dias de sobrevida. Ortiz Junior ganha outra batalha de Pirro.

Ortiz Junior está cassado. É ex-prefeito. Ponto final.

Escrevo esta matéria ainda no calo da decisão do TRE-SP apenas para alertar os amigos internautas:

O que está acontecendo faz parte do jogo jurídico. A lei permite e admite estas manobras protelatórias.

É o direito que os ricos têm à amplíssima defesa nos tribunais, pois podem pagar advogados caríssimos, ainda que tenha os bens bloqueados pela Justiça.

Portanto, amigo internauta, tenha mais uma semana de paciência.

Sei que é difícil engolir esta decisão do TRE-SP, pois ela parece favorecer o tucano.

Mas não bem assim!

Ortiz Junior foi cassado por quatro dos sete juízes da corte eleitoral paulista (o presidente só vota em caso de empate). Dois juízes votaram pela sua absolvição. Não há a menor possibilidade de haver empate na contenda.

Como se costuma dizer, “é preciso muita calma nessa hora”.

Todos os juízes leram as mais de 3 mil páginas do recurso eleitoral 587-38. Quem votou contra Ortiz Junior, dificilmente mudará seu voto.

Os embargos interpostos por pai e filho são só uma medida protelatória. Nada mais que isso.

O jogo ainda não acabou. Nosso time está vencendo, mas o adversário apelará para todos os meios lícitos, e até ilícitos se preciso for, para empatar o jogo.

Como o Velhinho de Taubaté, eu acredito na justiça eleitoral para cassar Ortiz Junior.