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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

SOLUÇÃO NEGOCIADA PARA A CRISE
DA ÁGUA ENTRE RIO E SÃO PAULO

José Carlos Cataldi, jornalista e advogado

Ao negar liminar sobre a questão da água no sudeste, o ministro Luiz Fux tenta uma solução amigável para o conflito entre Rio de Janeiro e São Paulo.

Em tempo de cobertor curto, cada um puxa para o seu lado... O governador Geraldo Alckmin, ao rediscutir o problema da falta de água, prova má fé ou desconhecimento do destino final do manancial do Paraíba do Sul.

Diz que a agência reguladora prioriza a geração de energia da Light em Piraí, no Rio, em detrimento da sede do Povo de São Paulo. Sublima o fato de que a água do Paraíba, bombeada em Barra do Piraí, depois de gerar energia; forma a calha do sistema adutor de Guandú, responsável pelo abastecimento d’água a toda a capital do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense, mantendo bem antes as torneiras de boa parte do interior paulista.

Afora isso, a vazão reduzida na foz do rio permite a invasão do mar ao Pontal de Atafona, em Campos dos Goitacazes, no norte do Estado do Rio. Como o governador Geraldo não é dado a mentiras, creio que lhe falta apenas um pouco mais de conhecimento.

Já o governador Pezão conhece bem tudo isso. Nasceu em Pirai e seus pais trabalharam na represa em Ribeirão das Lages. Não se deixa enganar pelos enredos de Geraldo.

Tudo isso está no colo do Ministro Luiz Fux que já marcou para 20 de novembro, às 10 horas, uma tentativa de mediação.

Não é a primeira vez que Fux opta pela solução extrajudicial em casos concretos levados ao Supremo Tribunal Federal. O ministro defende, inclusive, a criação de um departamento no STF para promover a mediação em casos complexos.

Falei e disse!