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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

CORDEL PARA VEREADORES,
DO PROFESSOR SILVIO PRADO

Legisladores

Ora, vejam vereadores
Legislar não tem sentido
Se a câmara não tem olhos
E muito menos ouvidos
Para ver e para ouvir
A amargura dos gemidos
Que brotam pela cidade
Vindos de um povo fodido.

 Legislar lhes dá prazer
Como picadas na veia
Deixando até vereadores
Com alguma mala cheia
Coisa tão escandalosa
Onde a retidão rareia
Numa casa onde é nobre
Botar só na bunda alheia
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Taxa da escuridão

A taxa da luz, meu amigo
É a taxa da escuridão
Imposta sobre a cidade
E dela tem isenção
Apenas empresas graúdas
Que tem o poder à mão.

A taxa de luz, taubateano
E a pura esculhambação
Coisa que lembra assalto
Talvez até extorsão
Pratica própria de bando
Que não se acha ladrão.
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O grande nabo

Quem votou no Ortizinho
Prefeitinho do diabo
Agora no desconforto
Sente a grossura do nabo
Que uma cidade inteira
Atirada ao descalabro
Vê entrando e não saindo
Das profundeza do rabo.

Tão cruel enrabação
Provoca raiva profunda
Enquanto em ruas e praças
Todas elas tão imundas
Tem gente abestalhada
Merda que jamais afunda
Sem saber se chora ou ri
Com essa coisa na bunda.
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Cama municipal

A câmara municipal
Além de câmara é cama
Colchão enorme gostoso
Onde há quem se derrama
Para o gozo do prefeito
Um varão que tem a fama
De fazer com vereador
O que macho faz com a dama.

A câmara dos vereadores
Sendo prazeroso leito
Onde tramas e orgias
São virtudes não defeitos
Comporta alguns vereadores
Ficando daquele jeito
Uns de quatro ou de costas
Para o gozo do prefeito.