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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

HORA DE REGULAR A MÍDIA COM
POVO, POLÍTICA & PARTICIPAÇÃO


Somos um povo formado por covardes?

Se somos, então seremos vítimas da nossa própria covardia!

Não poderemos jamais clamar por democracia.

Aceitaremos passivamente o predomínio dos fortes e nos manteremos oprimidos, de cabeça baixa, medrosos, diante do inimigo.

O inimigo a que me refiro é a mídia.

A mídia é a inimiga nº 1 da democracia.

A mídia brasileira só publica o que lhe interessa, de forma distorcida, e esconde do noticiário o que interessa a todos os brasileiros.

Aliás, é atribuída a Roberto Marinho a frase segundo a qual o importante não era o que as Organizações Globo publicavam, mas o que deixavam de publicar.

A frase, dita durante o regime militar, é emblemática por si só e pode ser estendida por todos os meios de comunicação:

A mídia esconde descaradamente o mensalão e o trensalão tucanos e escancara a corrupção na Petrobras apenas para prejudicar o governo Dilma e o PT, em particular.

A mídia não quer acabar com a corrupção no Brasil porque se beneficia dela, indiretamente

Há alguns dias, conversava no mercado municipal com um cidadão classe média, curso superior completo, que queria minha opinião sobre a corrupção na Petrobras.

Disse ao cidadão em questão, que se julga “bem informado”, pois é leitor da Veja, da Folha e assiste ao JN, que este era o grande mal causado pela mídia: levar o povo a acreditar que a corrupção no Brasil começou em 1º de janeiro de 2003, quando Lula foi empossado presidente da República.

Uma amiga me contou um fato preocupante: uma médica desejava a morte de Lula, culpando-o pelos malfeitos que ocorrem nos subterrâneos do poder desde 22 de abril de 1.500. Uma médica pode desejar a morte de um ser humano? Fiquei estupefato.

Estes são apenas dois exemplos de como a mídia brasileira é maléfica e faz a cabeça de pessoas que nós, cidadãos comuns, julgamos inteligente, mas não param para pensar em nossa história.

Confinada em poucos grupos familiares (Marinho – Globo; Frias – Folha de S. Paulo; Mesquita – O Estado de S. Paulo; Civita – Editora Abril, Sirotski – RBS; e Saad - Bandeirantes), a mídia tem o poder de pautar o debate político nacional e, sempre, encaminhar a discussão para o golpe contra o atual governo.

Publico abaixo trecho da matéria do blog Hupomnemata, de 28 de junho de 2010 (leia a íntegra aqui), sobre quem domina a comunicação no Brasil.

Se quiseres democracia, lute por ela. A começar pela mídia.

·                     Organizações Globo - Família Marinho. Controla 69 veículos de comunicação, vinculados às redes Globo de televisão, Globo de rádio e CBN de rádio. Também possui o Jornal Globo, portal na Internet e editora.
·                     Igreja Universal do reino de Deus – Comandada pelo bispo Edir Macedo. Controla 27 veículos em quatro redes: Record (TV), RecNews (TV), Família (TV) e Aleluia FM (FM).
·                     Sistema Bandeirantes de Comunicação - Família Saad. Controla 47 veículos nas seguintes redes: Band de TV, Band News FM, Band FM, PlayTV e Band Sat.
·                     Sistema Brasileiro de Televisão-SBT - Silvio Santos. Controla 19 veículos.
·                     Grupo O Estado de São Paulo (Estadão) - Família Mesquita
·                     Grupo Folha - Família Frias. Controla o jornal Folha de São Paulo.
·                     Grupo Abril - Família Civita. Controla a MTV e, por meio dela, 74 veículos de comunicação. É responsável por 70% do mercado de revistas do país, incluindo a Veja.
·                     Grupo Sisac - Sistema Adventista de Comunicação. Controla 19 veículos, centrado na rede de rádio Novo Tempo.
·                     Grupo Renascer - Da Igreja Apostólica Renascer em Cristo. Controla duas redes de TV, a Gospel e a RBT.
·                     Grupo FJPII (Fundação João Paulo II) – Vinculado à Igreja Católica, controla a rede Canção Nova (TV), com 11 veículos.

O segundo nível é formado pelos grupos regionais. Alguns possuem uma expressão econômica maior do que os demais, mas em geral, são replicadores dos conteúdos produzidos pelo primeiro nível.

·                     Grupo RBS (Rede Brasil Sul de Comunicação)- Família Sirotsky no Rio Grande do Sul. Possui 21 emissoras FM, 18 emissoras geradoras de TV e 259 retransmissoras de TV em dois estados: Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Parceiro da Rede Globo.
·                     Organizações Jaime Câmara – Possui 27 veículos em dois estados: Goiás e Tocantins. Destaque para a Rádio Araguaia e para o jornal O Popular, de Goiânia.
·                     Grupo Docas Investimento, do empresário Nelson Tanure, que possui o Jornal do Brasil, A Gazeta Mercantil, a revista Forbes Brasil e a agência de notícias InvestNews.
·                     Sistema Mirante – Da família Sarney. Com 22 veículos, dentre rádios, TVs e jornais, domina a comunicação no Maranhão.
·                     Organizações Rômulo Maiorana (ORM) – Tem 15 veículos no Pará. Bem o conhecemos, bem o conhecemos.
·                     Central Barriga Verde de Comunicação (CBV) – Possui 14 veículos em Santa Catarina. Parceiro da Band.
·                     Grupo Petrelli de Comunicação (RIC) – Possui 14 veículos no Paraná. Parceiro da Record.
·                     Sistema Jornal do Commercio de Comunicação – De Pernambuco. Parceiro da Globo, tem 14 veículos nesse estado.
·                     Grupo Boa Sorte. Vinculado ao SBT. Tem 13 veículos no Tocantins.
·                     Rede Amazônica – Sediado em Manaus, possui 13 veículos espalhados pelos estados do Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia.

Há muitos outros. Grupos regionais, a maioria deles dominados por famílias de políticos. Por exemplo: os Barbalho, do Pará, têm a RBA. Os Collor em Alagoas, os Alves e os Maia no Rio Grande do Norte, os Magalhães na Bahia, os Jereissati no Ceará e a família do senador Albano Franco, também em Alagoas. Oportunamente detalharemos mais como funciona o controle da mídia.

No total, há 41 grupos de comunicação com abrangência nacional ou regional expressiva no Brasil. Esses 41 grupos controlam 551 veículos de comunicação, dentre concessões de rádio e TV ou jornais.