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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

RISCOS DO PROCESSAMENTO
ELETRÔNICO NA JUSTIÇA

José Carlos Cataldi, jornalista e advogado

Sempre achei exagerado absurdo confiar plenamente no processamento digital das demandas cíveis e criminais. Pensava na possibilidade de rackers invadirem as redes de tribunais, sumindo com peças e inviabilizando julgamentos por falta de provas.

Agora a OAB do Rio de Janeiro está pondo em xeque o sistema de processamento virtual. Denuncia o desaparecimento de peças em tramitação no Processo Judicial Eletrônico, acolhendo frequentes reclamações. Pior: em resposta, setores técnicos do judiciário informam da impossibilidade de recuperar dados e outras informações.

A situação é gravíssima. Principalmente se a denúncia parte da OAB, de enorme credibilidade.

Já houve protesto público. Em 31 de agosto, cerca de 80 advogados realizaram manifestação em frente ao Tribunal do Trabalho do Rio por causa da instabilidade do sistema. Diversas audiências previstas para aquela data tiveram de ser remarcadas por causa de falhas.

Bastava o videoconferência. A abrangência do uso da informática pode dar chabú.

Falei e disse