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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

PROFESSOR TAUBATEANO, CUIDADO!

A vitória, na Justiça, do professor Fábio Casagrande, que obriga a Prefeitura a adequar o horário do mesmo à carga de 32 horas-aula semanais, está provocando na categoria uma movimentação que só encontra precedentes por ocasião da elaboração do estatuto do magistério do município e da campanha por melhores salários em 2011.

Vera Saba e Pollyana Gama discursam por melhores salários
Por pura birra política e um olhar obtuso sobre os dois fatos marcantes para o magistério, alguns professores preferem ignorar a liderança exercida pela vereadora Pollyana Gama nos dois episódios.


Esquecem os professores, com facilidade, que a vereadora, especialmente na questão da defasagem salarial verificada em 2011, dividiu espaço com a então vice-prefeita Vera Saba, que se manifestava na passeata dos professores.

Aquela manifestação, em março de 2011, abriu a cabeça da categoria sobre a redução salarial que haviam sofrido em função da inflação e sua não correção pela Prefeitura.

Os professores foram à greve. Do movimento, nasceu a liderança do professor Fabrício Peres, que acabou por “negociar” os novos salários da categoria e sofre críticas até hoje críticas de antigos aliados.

Fabrício Peres, liderança que surgiu na luta do magistério
Fabrício é professor em outro município do Vale do Paraíba, após uma decepcionante campanha para vereador em Taubaté e por desentendimentos com a atual administração municipal, da qual pediu demissão.

Estou recordando estes fatos para chamar a atenção do laborioso magistério público de Taubaté.

NÃO sou assessor de ninguém. Portanto, posso elogiar ou criticar qualquer pessoa de acordo com meus critérios e assumo a responsabilidade por minhas opiniões.

NÃO sou filiado a nenhum partido político e jamais serei. Portanto, não serei candidato a nenhum cargo eletivo na próxima e em nenhuma outra eleição.

NÃO sou professor. Estive professor por 10 anos na Universidade de Taubaté, no Departamento de Comunicação. Portanto, não tenho a pedagogia necessária paras os ensinos fundamental e médio.

NÂO sou advogado nem conhecedor profundo de leis, mas sei interpretar uma lei no todo ou em seus artigos particularmente.

QUERO ver os professores desta urbe quase quatrocentona lutando por seus direitos sem serem tutelados por “espertalhões”, que aproveitam o vácuo deixado pela vitória de Casagrande na Justiça para auferir lucros.

QUERO ver os professores desta urbe lutando por seus direitos sem serem engabelados por “espertalhões”, que querem uma pequena fortuna de cada um dos professores que os procurarem para cobrar da Justiça sentença semelhante à de Casagrande.

A luta é de todos vocês, professores. Não caiam na esparrela dos “espertalhões” para não se decepcionarem e se machucarem no futuro.

Olhem para frente!

Olhem para o Senado Federal!

É no Senado Federal que o futuro salarial de vocês está sendo decidido.

Não olhem pelo retrovisor a luta travada em Taubaté recentemente.

Esta luta faz parte da rica história do magistério taubateano.

Vocês lutaram e obtiveram o estatuto do magistério.

Vocês já tiveram, sim, um dos maiores salários pagos por uma prefeitura a seus professores.

Hoje o salário está defasado, mas de pouco adianta chorar o leite derramado pelas redes sociais.

A participação de vocês tem que ser proativa.

Lutem por seus direitos, sempre de olho no futuro.

Olhem o para-brisa. Esqueçam o retrovisor.