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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

SÃO PAULO NA CONTRAMÃO DA
"PÁTRIA EDUCADORA" DE DILMA

Um amigo, funcionário de uma das delegacias de ensino do Vale do Paraíba me liga, pesaroso, dias antes do Natal do ano passado, para informar que foi obrigado, pelo governo Alckmin, a demitir 3 dos 5 estagiário que atuavam na Delegacia de Ensino a que serve.

Para alguns estagiários o contrato ainda estava em vigência, o que torna ainda mais absurda a decisão do governo paulista, que anunciou com grande estardalhaço o Programa Residência Educacional, para admitir estagiários e garantir-lhes a continuidade dos estudo em nível superior, mediante  o pagamento de uma bolsa-salário.

Nesta segunda-feira (2), quando a rede estadual de ensino abriu as portas para receber os cinco milhões de alunos matriculados, somos informados pelo professor Silvio Prado (leia aqui), que o Estado cortou R$ 800 milhões da verba que deveria ser destinada à educação.

Os 273 estagiários demitidos pelo governador Geraldo Alckmin eram das áreas de tecnologia, administração e pedagogia. Terminaram 2014 desempregados e começam 2015 sem poder continuar seus estudos, por conta da demissão sumária a que foram submetidos.

O modelo "inovador e pioneiro" no país, semelhante à residência médica, conforme a propaganda tucana, de aproximar futuros docentes à realidade escolar, acabou de forma abrupta, sem uma explicação convincente

Acesse este link para obter mais informações sobre o corte dos estagiários, que ganhavam uma bolsa de R$ 600 mensais, e o fim da realização de um sonho.

Se depender do governo Alckmin, além da falta d'água no presente, no futuro teremos falta de professores nas salas aula, justamente quando Dilma usa como lema em seu segundo governo o slogan "Brasil - Pátria Educadora".