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quinta-feira, 12 de março de 2015

A PRESIDENTA E O SENADOR

Velhinho de Taubaté

Ainda não havia completado 13 anos quando eclodiu o golpe de 64. Minha preocupação era jogar bola o dia inteiro em um dos dezenas de campinhos que haviam em minha terra. Havia concluído o grupo escolar na Capital e não tinha onde estudar em Taubaté, para onde retornei após cinco anos de Água Rasa e Vila Invernada.

As tardes modorrentas de um menino que não exercia nenhuma atividade produtiva eram de extrema ignorância em relação à vida. Não tínhamos futuro, nem nos preocupávamos com ele.

A presidenta Dilma Rousseff e o senador Aloysio Nunes já eram guerrilheiros, ou estavam próximos disto, por essa época. Chegou minha vez de "servir o quartel", como se dizia em 1970.

Enquanto eu sentava praça em Pindamonhangaba, Dilma Rousseff começava seu cativeiro no porões da ditadura, quando foi barbaramente torturada.

Lembro-me que em minha primeira semana de quartel, vi quando dezenas de soldados chegavam do Vale do Ribeira, onde foram preparar o terrenos para os soldados da infantaria que lá estavam para combater os "guerrilheiros comunistas".

Foi o mais próximo que estive da luta armada (rsrsrsr).

Dilma participou da luta armada no Brasil, mas não consta que tenha participado de assalto a banco ou sequestro de quem quer que seja.

O senador Aloysio Nunes usava o codinome 'Mateus" para assaltar banco em nome da guerrilha. As semelhanças com Dilma acabam aí. Hoje estão em campos opostos. Dilma ocupa a faixa de centro-esquerda. Aloysio a extrema direita.

 O senador tucano cumpriu exílio em Paris, onde permaneceu por longos 11 anos, enquanto Dilma passava na prisão três longos anos de sua vida, onde foi barbaramente torturada. Aloysio nunca foi torturado.

Até onde se sabe, Dilma não pediu dinheiro emprestado de ninguém. Aloysio Nunes, ao contrário, pegou R$ 300 mil com a filha do taubateano Paulo Preto para pagar o apartamento que possui em Higienópolis.

Hoje, presidenta da República, Dilma enfrenta a fúria de Aloysio, senador, que quer vê-la sangrando até 2018 quando, em seus devaneios, o PT perderá as eleições presidenciais.

Não se tem notícia que Aloysio Nunes saldou sua dívida com a filha do taubateanos, como também não se sabe se a moça é sócia do senador tucano em tal moradia. Vai saber...

Pelo que vejo, quanto mais se a\profunda a investigação do lava jato, mais tucanos são descobertos pelos investigadores.

Pela proporção, tucano é muito mais ladrão que petralha (rsrsrs).

A lista de Furnas está aí, para desmascarar o tucano mineiro Aécio Neves. O trensalão está aí para complicar os tucanos paulistas e as privatizações mal explicadas por FHC estão ai para tirar o sono do príncipe dos sociólogos.
E depois querem impedir a Dilma de governar?

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