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quinta-feira, 19 de março de 2015

JEFERSON É DESTITUÍDO
DA PRESIDÊNCIA DO PV

O vereador Jeferson Campos não é mais presidente do PV de Taubaté. A decisão é do coordenador regional do partido, deputado Padre Afonso.

Ao falar sobre a destituição do vereador, Padre Afonso foi excessivamente suave com Jeferson Campos, a quem destinou fartos elogios.

A presidência do PV de Taubaté passa a ser ocupada pelo vice-presidente Silvio Celso, um dos mais antigos membros do partido na cidade.

Segundo o deputado Padre Afonso, a medida foi tomada para evitar possíveis privilégios ao vereador Jeferson Campos, explicou, sem detalhar que privilégios seriam. Também não lhe perguntei á respeito.

BASTIDORES

O ano passado, nas eleições gerais, Jeferson Campos, mesmo ocupando a presidência do PV, não apoiou a reeleição de Padre Afonso, que acabou se consumando.

Tendo atuado como cabo-eleitoral de outro candidato, Jeferson Campos, segundo pessoas próximas ao deputado, não pregou um adesivo de Padre Afonso em seu carro, mas no dia da apuração apareceu no comitê a tempo de abraçar o deputado reeleito e ser fotografado ao lado do mesmo.

A lista de desserviços do professor Jeferson Campos à cidade que o mantém há três legislaturas na Câmara Municipal é extensa:

Eleito vereador pelo PT, com um discurso forte na Câmara Municipal, foi cooptado pelo vereador Henrique Nunes, eleito pelo PPS e que logo se bandeou para o PV, levando a tiracolo para o novo partido Jeferson Campos.

O pedido de instalação de comissão processante, que visava cassar o prefeito Roberto Peixoto, foi uma maneira engenhosa de ficar isento de votar o pedido de cassação por ter sido o autor da “denúncia”.

Os anais da Câmara Municipal registram outras manobras de Jeferson Campos, que se aliou a Roberto Peixoto no passado e agora, mesmo não sendo parte efetiva da bancada, apoia o prefeito Ortiz Junior.

Se você não sabe, ou se esqueceu, lembre-se que Jeferson Campos é autor da lei que pretendia dar aumento irreal de salário para os secretários empossados logo no início da atual administração. O reajuste, aprovado pela bancada de apoio a Ortiz Junior, foi brecado por uma ação judicial movida pela vereadora Pollyana Gama.

Em 2011, durante as manifestações dos professore contra a defasagem salarial que, àquela altura, chegava a 28%, foi ele o “negociador” do reajuste salarial da categoria: 13% em duas vezes, isto é, 5% + 8%.

O prejuízo salarial da categoria se faz sentir até hoje e tem professor que, ingenuamente, crê que a questão salarial dos professores pode se solucionada pela simples presença de Jeferson Campos em reunião da categoria, mesmo que não pronuncie uma só palavra.