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domingo, 12 de abril de 2015

DIA NACIONAL DO ATRASO

Silvio Prado, professor

O que esperar quando algo provém do ódio, do preconceito, da massificação de ideias mentirosas veiculadas meses inteiros pela grande mídia, cada vez mais bandida e acanalhada? Nada de novo no front da burrice e da alienação. Uma parte do Brasil, a parte privilegiada,continua a mesma!

Tudo igual a outros tempos que geraram,depois,escuridão,perseguições, prisões , torturas,mortes e desaparecimentos até hoje não explicados.

Pela maior emissora do pais, segue a convocação, sem disfarces, para um ato coletivo visando objetivos bem claros para a minoria de sempre. Os poucos privilegiados do país, com todos os bolsos e contas bancárias entupidos com dinheiro de origem espúria, seguem falando em moralidade.

Parte da massa, idiotizada e empobrecida, faz coro e nem percebe que serão seus direitos mínimos e básicos que serão trucidados no momento mais oportuno em que essa minoria tiver as mãos completamente livres para agir.

Nos últimos dias, a votação na Câmara Federal que abriu as portas para terceirizações de todo tipo é o anuncio mais declarado do projeto macabro que, se pudesse, traria em algum parágrafo a revogação da Lei Áurea e todas as conquistas que deram a esse pais um minimo de dignidade e civilização.

Hoje, 12 de abril, fantasiados de símbolos pátrios,o atraso sairá às ruas,certamente sem a mesma força de 15 de março. Mas persistirão os gritos pela volta da ditadura militar e por soluções que passem por cima da vontade popular.

O Brasil, dividido desde sua fundação, não tem mais como esconder essa divisão. O direito de ir às ruas é de todos. Porem, ocupar as ruas apenas para fazer avançar a democracia e jamais para retornos que provoquem retrocessos políticos.

Os setores populares,precisam, imediatamente, não só fazer o mesmo, mas fazer tudo com maior organização, força e preparo para mandar de volta para os condomínios de luxo esses supostos democratas que, infelicitados por viverem fisicamente no Brasil, gostariam mesmo é de morar a meio metro de um shopping de Miami ou qualquer cidade onde não haja resquícios do Brasil e nem de sua gente negra, mestiça e em grande parte nordestina.