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sábado, 4 de abril de 2015

E AGORA, ORTIZ JUNIOR?

Silvio Prado, professor

O que vimos pelo centro da cidade nos últimos dias não pode ser classificado apenas como incompetência do prefeito Ortiz Junior, mas como um ato de irresponsabilidade política.

A um prefeito, ou qualquer outra autoridade, escolhida pelo voto popular ou não, cabe a obrigação de solucionar problemas da comunidade e não o de cria-los.

Como a cidade é propriedade de todos os seus habitantes, tudo o que nela for feito precisa estar em sintonia com os interesses de seus habitantes. Nada pode ser feito de cima para baixo ou porque, no meio da noite, o prefeito teve um sono e resolveu executá-lo pela manhã.

Sabe-se que não pode haver improviso em administração pública. Precisa é haver planejamento. E planejamento, modernamente falando, se faz em diálogo com a população. Porém, dialogo é uma palavra apagada no dicionário de Ortiz Junior.

Com quem Ortiz Junior conversa sobre os problemas reais da cidade? Com seu velho pai? Com dona Lola, especialista na criação de situações de caos? Ou com os zumbis que habitam o sitio do Bonfim? Com os vereadores - verdadeiros serviçais do prefeito - não há dialogo, mas apenas ordens que eles cumprem sem questionamentos.

Portanto, sem diálogo e tomando decisões em seu gabinete fechado aos interesses populares, a possibilidade de erros catastróficos como os de agora se transformam logo em realidade. E a realidade dura vivenciada pelos taubateanos nos últimos dias apenas revela uma coisa trágica: o governo Ortiz Junior não existe mais.

Se até domingo a ameaça de desmoronamento da Rodoviária Nova, os dramas cotidianos da saúde e educação e o patrimônio público jogado ao abandono simbolizavam a falta de rumo de um governo, as mudanças impostas no transito do centro da cidade acrescentou ao modelo administrativo tucano o selo definitivo da falta de responsabilidade com os interesses populares.

E quando isso se dá em uma administração pública duas coisas podem inevitavelmente acontecer: ou administrador limpa suas gavetas, pega solenemente o seu boné e vai embora, ou o povo, tomado por uma ira justa e sem freios, bota o mesmo imediatamente para correr.