Páginas

segunda-feira, 4 de maio de 2015

COMO FICA O FRIO NO PÉ
QUANDO O COBERTOR É CURTO?

José Carlos Cataldi, jornalista e advogado

Em mais um projeto polêmico, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, envia amanhã ao plenário, nova saia justa ao governo petista. Propõe aumento da correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Ao invés de 3 por cento ao ano mais a Taxa Referencial – TR; sugere a mesma remuneração dada a caderneta de poupança.

A saia justa é: - como o governo de trabalhadores poderá negar vantagem à classe trabalhadora? E como, este mesmo governo, vai administrar aumentos que deverão incidir sobre programas populares, como a casa própria, regidos pela mesma variação do fundo?

Na cabeça obstinada de Cunha só importa fazer oposição. Dentro da própria base, coloca o governo em xeque, diante de 38 milhões de trabalhadores que serão beneficiados com a variação maior. Para ter-se uma idéia, se essa troca de índices fosse válida em 2014, por exemplo, o rendimento do FGTS teria subido de 3,89% para 7,08%. Mas, se o governo ceder, a prestação da casa própria vai subir.

Mais uma bomba no colo da presidenta...

Falei e disse!