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quarta-feira, 17 de junho de 2015

CÂMARA APROVA EMPRÉSTIMO EQUIVALENTE A MIL E OITOCENTAS
CASAS POPULARES

O prefeito Ortiz Junior (PSDB), cassado em duas instâncias, conseguiu que uma submissa Câmara Municipal aprovasse o pretendido empréstimo de US$ 60 milhões do CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina).

A importância a ser emprestada equivale a 1.800 (mil e oitocentas) casas populares. A contrapartida que o município deve oferecer é do mesmo montante, ou seja, outras mil e oitocentas casas populares, no valor de R$ 100 mil cada.

Dinheiro suficiente para coalhar a região metropolitana do Vale do Paraíba de casas populares e não deixar ninguém ao desabrigo. Nem os cães de rua.

Os vereadores Salvador Soares, Vera Saba e Noilton Ramos foram as exceções. Se posicionaram contra o regime de urgência para a votação da matéria proposta pelo vereador Paulo Miranda. Foram derrotados.

Também foram as únicas vozes que protestaram contra o rolo compressor formado majoritariamente por vereadores subservientes à vontade que emana do palácio do Bom Conselho.

A auto-louvação do vereador Joffre Neto que, sem o menor pejo, disse que o projeto de mobilidade urbana fora analisado tecnicamente por um engenheiro com passagem pela Fundação Faria Lima, que o aprovou

Que engenheiro? “Este que vos fala”, disse. Quá quá quá quá!

O Catão da Vila São Geraldo, que promoveu audiências públicas sem público e não deixou o público presente falar de viva voz, fez umas continhas rápidas, daquelas que se faz para engabelar os inocentes.

Quem é o Catão da Vila São Geraldo para avalizar um projeto dessa natureza, com valores tão alto envolvidos?

Logo ele que responde a dois processos por improbidade administrativa, um em Taubaté e outro em São Luiz do Paraitinga!

O avalista para a contratação do empréstimo é o governo federal (Senado e Tesouro Nacional).

Antes de o dinheiro chegar a Taubaté, dá tempo para Prefeitura apresentar um projeto de mobilidade urbana factível, que não beneficie apenas a região do bairro do Barreiro.

Se o padrão de obras que o filho pretende executar for o mesmo que o pai construiu em três governos, Taubaté ficará coalhada de obras meia-boca e os munícipes dessa urbe quase quatrocentona pagarão a conta.

Abaixo, a opinião da Amatau sobre o assunto e os próximos passos a serem tomados:

Por Ricardo Paulo Moreira, da Amatau

CONSCIÊNCIA DE QUEM VAI PAGAR A CONTA DA VENALIDADE DOS ELEITOS PELO POVO E REPRESENTANTES DO PRÓPRIO BOLSO

Quando se trata de contrair uma divida que afetara toda uma comunidade, qual o primeiro passo?

A resposta correta seria reunir o maior numero possível de cidadãos e explicar o que se pretende fazer, mesmo que sejam varias reuniões em locais diferentes, para todos terem oportunidade de saber do que se trata e se manifestarem, bem , infelizmente não foi isso que aconteceu, a sociedade que não pactua com a roubalheira institucionalizada vai ter que recorrer ao judiciário , a ultima guarida do pouco de ética e moral que resta a sociedade, como diz o representante do rei, entramos numa situação patética, trata-se a cidade como estivéssemos vivendo na Suíça, mas a cidade esta doente, e o remédio contratado vai ser aplicado de forma e local errado, a prefeitura adoece seus cidadãos, e o prefeito apesar de sua estética física, se mostra agigantado, atrapalhado, obeso, a administração se comporta como bêbada e toma a população como poste para se encostar, e para não cair, se enfia nos bolsos dos contribuintes para resolver seus problemas, mas também não podemos isentar nossa sociedade da responsabilidade sobre o empréstimo imoral e contra todos os preceitos legais, a cidade não precisa de empréstimos, a cidade precisa de transformação, precisamos transformar a lambança administrativa, a terra de ninguém, os desmandos, transformar estas doenças em gestão séria com responsabilidade, com ética dentro de padrões morais e administrativos civilizados, é preciso um pacto para o progresso sustentável e não vender o almoço para pagar a janta, ou seja o almoço de 4 anos e o pagamento do jantar por outros 6 anos, precisamos trilhar o longo caminho do equilíbrio econômico e financeiro, o prefeito esquece, que se ele esta prefeito , é por que a cidade existe e se não tem dinheiro para fitas glicêmicas num exemplo trivial, as contas que não batem, não adianta mascarar com arremedos de projetos, obras superfaturadas e criação de impostos.

Faz se necessário a extinção do modelo de uma política que mantem dinastias famíliares no poder, é necessário pessoas que possam dar uma maior contribuição a boa política , de gente honesta, de boas idéias , para que não haja eleições sucessivas de um mesmo político , criando este venais que assombram a política municipal, temos de acabar com este tipo de político profissional, cada vez mais as pessoas deviam estar preparadas para fazer sua parte em favor da sociedade e após um mandato, voltar para suas atividades profissionais, pois , cada político deve ser capaz de dizer qual sua profissão alem de estar político, quando não se tem a figura do cidadão político , acabamos vendo espetáculos deprimentes como a aprovação do empréstimo que vai impactar as contas publicas por pelo menos 30 anos tamanho vai ser o estrago patrocinado por esta cambada dedicada a tunga dos cofres públicos.