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quarta-feira, 15 de julho de 2015

“BERNARDO ORTIZ É UM INGRATO”

A frase, de autoria do ex-deputado Ary Kara José, é uma espécie de desabafo de quem assiste à derrocada de Bernardo Ortiz na Justiça, que sempre o atacou impiedosamente.

Perguntado por este blogueiro, Ary Kara disse que foi um dos responsáveis pela eleição de Bernardo Ortiz em 1982 para a Prefeitura de Taubaté.

“Fui traído por ele (Bernardo Ortiz), como outros auxiliares também foram”, afirmou.

Desde a eleição de Bernardo Ortiz, nos acostumamos a ouvi-lo chamar Ary Kara de “carrapato do poder” e outros adjetivos pejorativos.

Montoro concede audiência a Ortiz graças a Ary Kara
Foi o então deputado estadual Ary Kara quem levou o recém eleito prefeito de Taubaté para o primeiro encontro com o governador Franco Montoro, no Palácio dos Bandeirantes.

O rosário de “desafetos” criados pela imaginação fértil de Bernardo Ortiz começou ainda em 1983, quando brigou com seu vice-prefeito Augusto Ambrogi e o defenestrou da Diretoria de Cultura.

Em 1988 sua força política assombrosa o fez eleger Salvador Khuriyeh, com quem brigou praticamente no início da administração e passou a tratá-lo por “Judas Iscariotes”.

À lista dos traídos por Bernardo Ortiz somaram-se ao longo dos anos Adherbal de Moura Bastos, Mário Garello, Antonio Mário Ortiz, Julio Cesar de Oliveira, Marcelo Fuad, Arnaldo Ferreira dos Santos e Antonio Barbosa Filho, entre tantos outros.

Ary Kara, ao contrário do velho caudilho, não tem nenhuma condenação na justiça cível ou criminal, após 40 anos de vida pública, mesmo após suas passagens pela Câmara Municipal de Taubaté, Assembleia Legislativa de São Paulo, secretaria ocupada no governo Quércia e a relatoria do Código Nacional de Trânsito no Congresso Nacional.

Os seguidores de Bernardo Ortiz ainda encontrarão desculpas para defender o ex-prefeito taubateano, que ainda responde a um processo por improbidade administrativa em São Paulo, mais exatamente na 14ª Vara da Fazenda Pública.

Os futuros candidatos a prefeito devem guardar com carinho estas informações para mostrar ao eleitorado desta urbe quase quatrocentona quem são os “ortizes”.