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quarta-feira, 29 de julho de 2015

CRISE FAZ CRESCER DEVOLUÇÃO DE
IMÓVEIS POR FALTA DE RECURSOS

José Carlo Cataldi, jornalista e advogado

A crise econômica atingiu em cheio um grupo de consumidores que cresceu durante a bonança dos últimos dez anos: os compradores de imóveis na planta. Hoje muitos estão desempregados. Outros com renda insuficiente para manter o compromisso imobiliário.

A constatação é da Amspa - associação de mutuários; que registra entre janeiro e junho aumento de 79 vírgula 4 por cento nas reclamações sobre rescisões contratuais com construtoras, na comparação com o mesmo período de 2014. Os distratos, como são chamadas as quebras de contrato, saltaram do terceiro para o primeiro lugar no ranking de queixas dos compradores.

Mutuários que ainda estão pagando parcelas devidas às incorporadoras estão sendo obrigados a abrir mão da casa própria e do dinheiro gasto durante as obras, propondo o desfazimento do negócio, ainda que absorvendo algum prejuízo.

É direito do consumidor o distrato nessas circunstâncias. Mas o comprador precisa saber que não será fácil. As empresas jogam duro para ficar com a maior parte do sinal pago e, muitas vezes, o único caminho é a Justiça.

Falei e disse