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segunda-feira, 13 de julho de 2015

DIFERENCIAL “OIRING” ACENDE
SINAL VERMELHO PARA TUCANO

Exatamente há uma semana publicamos neste blog que o engenheiro Chico Oiring poderia ser o diferencial na campanha eleitoral o ano que vem (leia aqui).

A assessoria política do prefeito cassado em duas instâncias tratou de se movimentar em busca de alianças que possam ao menos amenizar os arranhões na imagem de Ortiz Junior.

Na semana passada, após a publicação da matéria, Ortiz Junior tentou, aparentemente sem sucesso, cooptar Pollyana Gama (PPS) para a sua, por enquanto, previsível campanha à reeleição para prefeito.

Que existe proximidade entre o PSDB e o PPS é inegável. Contudo, quando se trata de eleição municipal, o buraco é mais embaixo. Os partidos são os coadjuvantes dos candidatos.

Pollyana, na última campanha, foi assediada por Ortiz Junior, que a queria como vice em sua chapa. A vereadora não aceitou, pois pretendia ser candidata a prefeita pelo seu partido, que acabou inviabilizada pela candidatura de Mário Ortiz (PSD).

Estrategicamente, Pollyana não aceitou ser candidata na chapa de seu aliado. Para quem entende que política é estratégia, negociação, conversação, Pollyana agiu acertadamente.

Mário Ortiz, com sérios problemas na justiça eleitoral, correu o risco ao lançar-se candidato sem uma estrutura adequada. Contou apenas com o tempo de televisão. Não esperava a campanha milionária e  avassaladora do primo (distante) Ortiz Junior.

Gladiwa e Chico são testemunhas contra Ortiz Junior, pois não
respondem por crime econômico ou eleitoral,  como o atual prefeito
Neste sábado (11/07), o jornal Gazeta de Taubaté traz matéria sobre a possível candidatura de Chico Oiring (prefeito) e de Gladiwa Ribeiro (vice-prefeita) pelo PSOL.

O arsenal da dupla está recheado de informações, todas documentadas, capazes de explodir uma possível candidatura de Ortiz Junior em 2016.

Chico e Gladiwa são tratados pelo jornal como “delatores”.

O termo está correto. Ponto.

Ocorre que a verbete “delator”, hoje, denota alguém envolvido com algum tipo de crime, como se criminoso fosse.

As delações premiadas dos envolvidos com a Operação Lava Jato são um bom exemplo.

Porém, nem Chico Oiring nem Gladiwa Ribeiro estão indiciados em qualquer processo comor réus.

Antes, são testemunhas de acusação.

Acusações pesadas, que devem levar à condenação de Bernardo Ortiz e de Ortiz Junior pela 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital, por improbidade administrativa.

O processo 0045527-93.2012.8.26.0053 está concluso para julgamento.

A sentença só não foi prolatada porque os réus Bernardo Ortiz, Ortiz Junior, Capricórnio, Mercosul e Diana Paolucci fazem de tudo ao seu alcance para procrastinar o julgamento.

Ortiz Junior ainda conta com o TSE, que “segura” há mais de seis meses o julgamento de seu recurso eleitoral à AIJE 58.738, pela qual foi cassado pela Justiça Eleitoral local, confirmada posteriormente pelo TRE-SP.

Ortiz Junior sabe que terá pela frente, se as candidaturas de Chico Oiring e Gladiwa Ribeiro forem confirmadas pelo PSOL, adversários indigestos.

A lama, que ainda está submersa, explodirá como um vulcão nas eleições municipais de 2016.

Depois disso, Taubaté será outra Taubaté.