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quinta-feira, 23 de julho de 2015

ENCONTRO DE JORNASSAUROS

Quanta gente boa passou pelo ValeParaibano e fez o melhor jornalismo da região. Não identificarei todos os colegas, Até porque a memória de um jornassauro é traidora, mas vamos lá: Bouéri Neto, Waldir "Nguinho", Alberto Simões, Carlinhos "Nego Véio", Laila Naser, Verinha Nascimento, Nydia Natali, Jorge Lemes, Helcio Costa...


Um ideia simples e brilhante, nascida a partir de uma postagem da demolição do antigo prédio do jornal ValeParaibano, na avenida Samuel Wainer, em São José dos Campos.

Saudosistas, como eu, se debruçaram sobre o texto inicial e revelaram  suas passagens pelo mais importante periódico que o Vale do Paraíba já teve, não apenas pela cobertura diária que fazia das principais cidades da região, mas também pelo número se correspondentes que mantinha em vários peqeunos municípios.

Comecei no ValeParaibano em 1980, como correspondente em Pindamonhangaba. José Luiz da Silva, o Bom José, me apresentou, e Bouéri Neto me admitiu, em confiança ao amigo radialista como ele.

Em poucos meses, após meu início no Diário de Taubaté e a curta passagem por Pindamonhangaba, fui mandado para a sucursal do ValeParaibano em Guaratinguetá.

Ali conheci e contratei, com a devida autorização de Bouéri Neto, o fotógrafo Ramphis Zeitune e a jornalista Eliane de Carvalho, a quem chamávamos de "Gal", pelos seus longos cabelos ondulados.

Gal, como eu, era amadora. Não havíamos feito faculdade. Consegui um título, que não existe mais, de jornalista provisionado e me filiei ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo. Audálio Dantas assinou minha carteirinha.

Bouéri tirou-me de Guaratinguetá. Levou-me à matriz do jornal. Ensinou-me a importância do jornalismo político.

Convivi durante anos com jornalistas singulares, as quais jamais esquecerei e devo rever neste sábado, no churrasco dos jornassauros do ValeParaibano.

Naquela época não havia televisão na região.

Sequer sonhávamos com internet, redes sociais, essa mesma rede que permitiu que fôssemos encontrados e nos reuníssemos.

Recordar é viver, diz a letra do samba. Estamos vivos. Vamos recordar o que vivemos e fizemos no passado.