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sexta-feira, 3 de julho de 2015

VEREADORA DE SÃO LUIZ PODE
SER CASSADA, GRAÇAS AO CATÃO

Se pudesse voltar ao passado, a vereadora Edilene Alves Pereira certamente não quereria ter conhecido o desempregado Joffre Neto para auxiliá-la na árdua missão de presidir a Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga.

Professora, sem experiência política, Edilene foi apenas a quinta candidata mais votada nas eleições de 2008 (veja quadro abaixo), com 247 votos.

O campeão de votos naquela eleição foi o vereador eleito Valter Carlos Barbosa, que obteve 545 sufrágios.

Eleições 2008: resultado extraído do sítio do TSE
Edilene tomou posse em 1º de janeiro de 2009 e foi eleita presidente da Câmara Municipal.

Começava aí o calvário da professora/vereadora Edilene.

Abordada por Joffre Neto, ela não resistiu à lábia do Catão da Vila São Geraldo, que já não era vereador em Taubaté desde 2003.

Estava desempregado, portanto.

Joffre apresentou-lhe um currículo invejável, para os padrões dos pequenos municípios.

Eleita pelo PT e tendo um ex-vereador petista lhe oferecendo socorro, Edilene foi engabelada.

Contratou Joffre Neto por mais de R$ 28 mil reais, que pagou parceladamente ao longo em 2009.

A soma equivalia a 40% do orçamento da Câmara Municipal naquele ano.

O erro se repetiu em 2010. A cidade estava debaixo d’água, a igreja matriz ruiu, documentos oficiais foram perdidos.um desastre!

Mesmo assim, Edilene pagou mais R$ 4,5 mil a Joffre Neto para um evento que não foi bem explicado.

O Tribunal de Contas condenou a contratação de Joffre Neto e ainda colocou em dúvida se o serviço prometido pelo Catão da Vila São Geraldo foi realmente executado.

Joffre só poderia realizar algum trabalho em São Luiz do Paraitinga em janeiro de 2010 se estivesse sobre uma canoa. Mais de cinco metros de água inundavam o bucólico município.

Resultado:

Edilene Alves Pereira e Joffre Neto respondem a processo por improbidade em São Luiz do Paraitinga.

Se condenados, cada um deles deverá devolver aos cofres públicos cerca de R$ 82 mil.

O Ministério Público luizense pede que ambos sejam condenados á inelegibilidade nos próximos 10 anos.

No caso de Edilene, a situação é mais grave. O MP pede a imediata cassação da vereadora, medida que não alcança Joffre por ser vereador em Taubaté.

A situação da vereadora está mais complicada com a abertura de Comissão Processante pela Câmara Municipal para avaliar o estrago feito há sete anos.

Edilene responderá à comissão processante pelo decreto-lei 201/67.


Abaixo, ata da Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga.