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domingo, 9 de agosto de 2015

ACABOU A FARRA DO IMPEACHMENT
OU O TSUNAME ESTÁ SE FORMANDO?

Sexta-feira (7), o Instituto Lula, em São Paulo, foi “abraçado” por cerca de mil militantes que se espremiam na esquina da apertada Rua Pouso Alegre com a Avenida Nazaré, no Ipiranga.

Lula é fisicamente abraçado em frente ao seu Instituto
Entre eles, o jornalista Barbosa Filho e este blogueiro.

Ajudamos a engrossar o coro dos que se dispõem a combater o ódio de classe, de raça e de ideologia política que se instalou no país nos últimos meses, levando a um atentado à bomba ao Instituto Lula.

Na mesma sexta-feira, a Firjam e a Fiesp, as duas mais poderosas e influentes associações de industriais do país divulgaram um manifesto conjunto em todos os grandes jornais do país, condenando a onda golpista estimulada pelo PSDB, com apoio do PIG (Partido da Imprensa Golpista), e a consequente derrubada do governo Dilma.

Barbosa Filho, entre os anifestantes em apoio a Lula
A ficha caiu. Os magnatas da indústria nacional perceberam que derrubar Dilma levará o país ao caos institucional, com o previsível descontrole da economia, greves, concentrações monstruosas por todo o país a favor e contra o golpismo.

Os empresários, enfim, entenderam que derrubar o governo pura e simplesmente como desejam os golpistas comandados por Aécio Neves, não levará o país a nenhum oásis.

A poderosa Globo não quer perder a mão na condução do destino político do país e seu poder de manipulação único no hemisfério sul. Portanto, mão se deixe enganar!

Misturei-me á multidão em frente ao Instituto Lula
A Globo continua golpista, manipuladora da vontade popular, de congressistas e de juristas.

No fundo, ela decide o que é “melhor” para o país,  é a locomotiva que puxa os vagões ocupados pela imprensa golpista: Veja, Folha, Estadão, Época, Jovem Pan (que muita gente ouve aqui em Taubaté) e o PIG (Partido da Imprensa Golpista).

O editorial que O Globo publicou (veja abaixo) foi uma sinalização para os golpistas de plantão pararem com a graça.. O senador tucano/mineiro/carioca, o senador Renan Calheiros e o deputado Eduardo Cunha têm rabo de palha.

Uma faísca incendiará seus corpos maculados pela corrupção em seus governos, em seus estados, em suas sucessivas reeleições, em seus conluios com as empreiteiras envolvidas no Lava Jato e a propina recebida, direta ou indiretamente, dos mesmos.

A destruição total do PT e do governo Dilma ainda não aconteceu, mas pode acontecer. Isto é fato! O poder econômico aposta em Michel Temer como o político capaz de conduzir o projeto de paz na política. Querem afogar Lula, mas também não conseguirão.

Acabou a farra golpista, mas não se iludam. A Globo não quer perder o fio condutor do processo político. Ela continuará noticiando “a macha contra o governo Dilma”, como anunciou no sábado (8) o apresentador de um programa do Sportv.

Ou seja, a Globo e suas afiliadas, rádio e jornais, manterão o governo acuado até o próximo domingo (16). Será o último esgar dos coxinhas, que aparecerão com suas faixas na TV pedindo a volta dos militares e o fim do petismo.

Tudo isso é por medo de Lula, que volta em 2018. A aparente calmaria, pode ser pela formação de um tsunami que poderá nos destruir. Teremos tsunami golpista? Pelo sim pelo não, não devemos baixar a guarda, pelo menos por enquanto.

Abaixo, na sequencia, para ser lido com calma, o editorial de O Globo e o manifesto da Fiesp e da Firjam, pondo fim sanha golpista dos que perderam a eleição em 2014.

EDITORIAL DE “O GLOBO”: Manipulação do Congresso ultrapassa limites

Em guerra particular com Dilma e PT, presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ajuda a desmontar base do governo e contribui para agravar crise econômica

Há momentos nas crises que impõem a avaliação da importância do que está em jogo. Os fatos das últimas semanas e, em especial, de quarta-feira, com as evidências do desmoronamento da já fissurada base parlamentar do governo, indicam que se chegou a uma bifurcação: vale mais o destino de políticos proeminentes ou a estabilidade institucional do país?

Mesmo o mais ingênuo baixo-clero entende que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), age de forma assumida como oposição ao governo Dilma na tentativa de demonstrar força para escapar de ser denunciado ao Supremo, condenado e perder o mandato, por envolvimento nas traficâncias financeiras desvendadas pela Lava-Jato. Daí, trabalhar pela aprovação de “pautas-bomba”, destinadas a explodir o Orçamento e, em consequência, queira ou não, desestabilizar de vez a própria economia brasileira.

Até há pouco, o presidente do Senado, o também peemedebista Renan Calheiros (AL), igualmente investigado na Lava-Jato, agia na mesma direção, sempre com o apoio jovial e inconsequente dos tucanos. Porém, na terça, antes de almoço com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Renan declarou não ser governista, mas também não atuar como oposicionista, seguindo o presidente da Câmara, e descartou a aprovação desses projetos-bomba pelo Congresso. Um gesto de sensatez.

A Câmara retomou as votações na quarta, com mais uma aprovação irresponsável, da PEC 443, que vincula os salários da Advocacia-Geral da União, delegados civis e federais a 90,25% da remuneração dos ministros do Supremo. Espeta-se uma conta adicional de R$ 2,4 bilhões, por ano, nas costas do contribuinte. Reafirma-se a estratégia suicida de encurralar Dilma, por meio da explosão do Orçamento, e isso numa fase crítica de ajuste fiscal. É uma clássica marcha da insensatez.

Os sinais de esfarelamento da base parlamentar do governo foram reforçados pelo anúncio de PDT e PTB de que não votarão mais com o Planalto. A crise avança para reduzir ainda mais a estreita margem que o governo tem no Congresso para combater os desajustes da economia. Justificou-se, assim, a iniciativa do vice-presidente, Michel Temer (PMDB), principal articulador político do Planalto, de fazer tensa declaração de reconhecimento da gravidade da situação e apelar para que haja um entendimento amplo a fim de conter a bola de neve de duas crises que se alimentam, a política e a econômica.

Somou-se à atitude de Temer a ida do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, à Câmara para, entre elogios ao PSDB e reconhecimento de erros cometidos pelo PT, propor um “acordo suprapartidário” diante da situação difícil na política e na economia. Algo nunca visto por parte de um petista estrelado. Mais um teste de maturidade para os tucanos.

Se a conjuntura já é muito ruim, a situação piora com o deputado Eduardo Cunha manipulando com habilidade o Legislativo na sua guerra particular contra Dilma e petistas. Equivale ao uso de arma nuclear em briga de rua, e com a conivência de todos os partidos, inclusive os da oposição.

É preciso entender que a crise política, enquanto corrói a capacidade de governar do Planalto, turbina a crise econômica, por degradar as expectativas e paralisar o Executivo. Dessa forma, a nota de risco do Brasil irá mesmo para abaixo do “grau de investimento”, com todas as implicações previsíveis: redução de investimentos externos, diretos e para aplicações financeiras; portanto, maiores desvalorizações cambiais, cujo resultado será novo choque de inflação. Logo, a recessão tenderá a ser mais longa, bem como, em decorrência, o ciclo de desemprego e queda de renda.

Tudo isso deveria aproximar os políticos responsáveis de todos os partidos para dar condições de governabilidade ao Planalto.

NOTA DE PREOCUPAÇÃO DOS INDUSTRIAIS COM A CRISE POLÍTICA

A FIRJAN e a FIESP vêm a público manifestar seu apoio à proposta de união apresentada ontem pelo Vice-Presidente da República, Michel Temer. O momento é de responsabilidade, diálogo e ação para preservar a estabilidade institucional do Brasil.

A situação política e econômica é a mais aguda dos últimos vinte anos. É vital que todas as forças políticas se convençam da necessidade de trabalhar em prol da sociedade.

O Brasil não pode se permitir mais irresponsabilidades fiscais, tributárias ou administrativas e deve agir para manter o grau de investimento tão duramente conquistado, sob pena de colocar em risco a sobrevivência de milhares e milhares de empresas e milhões de empregos.

O povo brasileiro confiou os destinos do país a seus representantes. É hora de colocar de lado ambições pessoais ou partidárias e mirar o interesse maior do Brasil. É preciso que estes representantes cumpram seu mais nobre papel – agir em nome dos que os elegeram para defender pleitos legítimos e fundados no melhor interesse da Nação.

Ao mesmo tempo, é preciso que o governo faça sua parte: cortando suas próprias despesas; priorizando o investimento produtivo; deixando de sacrificar a sociedade com aumentos de impostos.

É fundamental ainda apoiar todas as iniciativas de combate à corrupção e punir exemplarmente todos os desvios devidamente comprovados.

É nesse sentido que a indústria brasileira se associa ao apelo de união para que o bom senso, o equilíbrio e o espírito público prevaleçam no Brasil.