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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

GREVE DE SERVIDORES AMEAÇA ELEIÇÕES

José Carlos Cataldi, jornalista e advogado

Está nas mãos da ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça, o destino da greve dos servidores do judiciário. Temendo prejuízos à organização das eleições de 2016, a Advocacia-Geral da União ajuizou pedido cautelar para impedir que a paralisação por aumento salarial prejudique um pleito, que mobilizará cerca de 530 mil candidatos e mais de 100 milhões de eleitores.

Maior preocupação é com os funcionários da Secretaria de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral, por onde passam desde a biometria até as urnas eletrônicas convencionais.

Os servidores do Judiciário inteiro estão em greve. Reclamam que seus salários estão defasados em relação à inflação. Pedem o reajuste de 78 por cento aprovado pelo Congresso e vetado pela presidência. Para que as eleições corram bem é preciso o trabalho prévio de pelo menos 90 por cento dos servidores em seus postos.

Num primeiro exame a ministra entendeu que não estava demonstrada a abrangência nacional da greve, o que exclui a competência do STJ. Mas, ante a delicadeza do tema, deve remeter a questão ao Pleno.

O Brasil passa por momento muito difícil.

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