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domingo, 2 de agosto de 2015

O QUE SERÁ DE EDSON?

Edson Aparecido de Oliveira não poderá disputar as eleições municipais do ano que vem. Cassado, como o prefeito Ortiz Junior, pelo Tribunal Regional Eleitoral, o vice-prefeito taubateano está inelegível.

Inelegível! Por quê?

Primeiro: a Lei da Ficha Limpa impede a candidatura de quem foi condenado por voto colegiado. Edson foi condenado pelo colegiado de juízes do TRE-SP


Édson é descartável, mas ainda é útil para o clã Ortiz
Segundo: o vice-prefeito foi abandonado à própria sorte pelo prefeito (que deve ser cassado até o final desse ano), no recurso eleitoral em tramitação no TSE.

Terceiro: Edson Aparecido de Oliveira não aparece como “recorrente”, mas tão somente como “recorrido” no agravo interposto e que já tem parecer da PGE contrário ao interesse de Ortiz Junior, como pode ser lido aqui.

O “modus operandi” do clã Ortiz é o mesmo há mais de trinta anos. Usa o máximo possível seus auxiliares e se desfaz deles como bagaços de laranja.

O obediente Edson Aparecido de Oliveira que, sozinho, não conseguiria se eleger síndico de condomínio em Taubaté, ainda opera em favor do clã.

Por exemplo: deixou o PTB para se filiar ao PSD. O deputado Campos Machado, presidente estadual da legenda trabalhista, está furioso com a desfiliação de Edson Aparecido dos Santos, que já é considerado traidor nas altas esferas do partido.

A súbita troca de partido tem um objetivo claro: atrapalhar a possível aliança da vereadora Pollyana Gama (PPS) com o partido de Kassab, que está no governo Dilma (é ministro das Cidades).

Um parêntese: Pollyana afirmou sexta-feira (31/08), na TV Cidade, que é, sim, pré-candidata do PPS á Prefeitura de Taubaté nas próximas eleições.

O obediente vice-prefeito se dobra á vontade do clã Ortiz, mesmo tendo sido abandonado pelo chefe à beira da estrada.

A troco de quê?