Páginas

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

SENADORA "PEITA" EDUARDO CUNHA

A senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional contesta, no STF, a tentativa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de ignorar a constituição e acelerar a aprovação das contas de ex-presidentes da República até chegar à mais que provável reprovação política das contas de Dilma e insuflar o pedido de cassação da presidenta.

A rejeição das contas da presidente Dilma é uma manobra sórdida de Eduardo Cunha para desviar a atenção do público e da mídia para o futuro sombrio que o aguarda, após as delações de Julio Camargo e os documentos que a PGR (Procuradoria Geral da República) tem em seu poder, que o incriminam como propineiro.

A senadora capixaba protocolou na quinta-feira da semana passada um documento no STF em que denuncia a manobra de Cunha e pede, em caráter liminar, que a sessão em que as contas de Lula, FHC e Itamar foram aprovadas seja suspensa, pois houve flagrante desrespeito à Constituição e ao regimento interno da própria CMO, que obriga as duas casas legislativas (Senado e Câmara Federal) a votarem conjuntamente as contas presidenciais, assim mesmo, após análise da CMO.

Na sexta-feira (7), quando a notícia da ação da senadora repercutiu no Congresso Nacional, Eduardo Cunha foi ao Twitter para rebater a parlamentar. O político carioca, no entanto, não esperava, após a nota conjunta da Fiesp e da Firjam publicada naquele dia pelos jornais, que no sábado (8), o jornal O Globo, em editorial, denunciasse a manobra golpista do deputado carioca por uma questão meramente pessoal.

Nesta semana, a senadora Rose de Freitas tem importantes reuniões com o vice-presidente Michel Temer e com a presidenta Dilma Rousseff. Nada mais normal para quem preside a mais importante comissão mista do Congresso Nacional. A senadora quer apenas o cumprimento da Constituição e do regimento interno da CMO, para acabar com a desestabilização política que não interessa para ninguém, muito menos para os empresários.