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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

BOATARIA PRÉ-ELEITORAL EM TAUBATÉ
NÃO SOBREVIVE À VERDADE DOS FATOS

Desgraçadamente para os boateiros de plantão e plantadores de falsas notícias sobre os futuros e prováveis candidatos a prefeito nas próximas eleições municipais, não há a menor chance de o repto prosperar.

Não como pretendem os detratores profissionais, que sobrevivem à sombra dos poderosos, praticantes que são do sabujismo.

A boataria atingiu seu auge nos últimos dias e rapidamente ganhou ares de verdade nas redes sociais, a ponto de importantes personagens políticos locais trocarem telefonemas em busca de confirmação da “notícia” plantada.

Coincidência ou não, os boatos ganharam proporções com a informação que circula nos gabinetes palacianos de uma pesquisa pré-eleitoral realizada na cidade, que aponta a vereadora Pollyana Gama como a mais bem cotada para vencer as próximas eleições.

Tivemos acesso ao resultado da mesma. Constatamos que Pollyana bate em Ortiz Junior em seis cenários possíveis, com diferenças quem variam de 6% a 10%, inclusive num eventual segundo turno, dependendo dos candidatos apresentados aos 1.350 eleitores pesquisados.

Outro dado importante: o pesquisador é criterioso e explica para cada pesquisado quem é quem entre os prováveis candidatos, inclusive o fato de o deputado Padre Afonso ter afirmado que apoia a possível, mas pouco provável, candidatura de Ortiz Junior, que depende da palavra final do TSE a ser dada quando do julgamento de seu recurso eleitoral.

A confiança palaciana na plantação de notícias falsas sobre a vereadora é tanta que até anunciam a interlocutores uma “bomba” a ser detonada com força suficiente para destruir a candidatura de Pollyana.

A “bomba” referida é um depoimento de Fernando Gigli Torres ao Ministério Público Federal, em Taubaté, em 3 de julho de 2009, no qual o jornalista denuncia, na qualidade de ex-chefe de Gabinete do então prefeito Roberto Peixoto, o possível, mas não comprovado, pagamento de propina a vereadores para garantir que a impudicícia do ex-prefeito fosse perdoada pela Câmara Municipal, rejeitando-se a instalação de uma CEI.

Preste atenção, caro(a) leitor(a): Este blog entrou no ar em 2010, um ano após o depoimento de Fernando Gigli Torres ao Ministério Público Federal. Gigli faz referência a fatos ocorridos em 2007 e 2008, quando deixou a chefia de gabinete da Prefeitura por divergências com a ex-primeira-dama Luciana Flores Peixoto sobre a destinação e a divisão de propinas recebidas de empresas como a Home Care, Sistal, EB, bem, como compra de bens móveis e imóveis pelo ex-prefeito taubateano.

A Câmara Municipal, que havia rejeitado uma CEI em desfavor de Peixoto em 2008, acabou por aprovar a abertura de uma CP (Comissão Processante) em 2011, que teve a vereadora Pollyana Gama como presidente, o vereador Rodrigo Luís Silva – Digão como secretário e o falecido vereador Rodson Lima como membro.

Ressalto que esta CP foi criada a partir da divulgação, neste blog, do depoimento de Fernando Gigli Torres ao Gaeco, em São Paulo, em 27 de maio de 2009, com intervalo de 37 dias entre um e outro.

Em nenhum dos depoimentos há citação ao nome da vereadora Pollyana Gama. Há, sim, do vereador Carlos Peixoto, do ex-vereador Ary Filho e do falecido ex-vereador Rodson Lima, bem como o de ex-assessores do  então prefeito.

Portanto, os difamadores, os caluniadorfes e os sabujos que cercam o ainda prefeito Ortiz Junior precisam formatar denúncias mais consistentes, reais, e não puras fofocas eleitorais que uns poucos desavisados internautas replicam como se fossem verdadeiras.

Sobre a pesquisa eleitoral realizada, os pesquisados escolheram entre  Pollyana Gama, Ortiz Junior, Rubens Fernandes, Chico Oiring, Silvio Prado, Isaac do Carmo e Saud o candidato de sua preferência. O deputado Padre Afonso não foi pesquisado.

Clique aqui para acompanhar a notícia de “O Vale” baseada na informação deste blog sobre o pagamento de propinas no governo Peixoto.