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domingo, 27 de setembro de 2015

MARTA, A BRUACA

Antes que alguém se vire contra mim, ou queira me processar, vou logo dizendo: “bruaca” é, também, um termo pejorativo que pode ser usado com várias acepções.

Acabar com a corrupção ao lado dessa turma? Como assim Marta? Que jeito?
As acepções escolhidas por mim são: 1. Mulher idosa e feia e 2. Mulher maldosa, faladeira (geralmente idosa). Para outras definições, consultem os dicionários, por favor.

Quem diz que quer “um país livre de corrupção e o PMDB é o meu lugar”, como disse Marta Suplicy ao se filiar ao partido merece outro tratamento? Marta está filiada ao PMDB desde sábado (26)

E pensar que votei em Marta Tereza Smith de Vasconcellos Suplicy para governadora de São Paulo, em 1998, quando obteve 3,7 milhões de sufrágios, mas ficou em terceiro, atrás de Mário Covas, que foi para o segundo turno com escassos 70 mil votos a mais que a ex-petista.

No youtube é possível encontrar uma pequena biografia da agora peemedebista Marta Suplicy.

O que me chama a atenção e me causa urticária é a desfaçatez da bruaca. Há ressentimento em Marta Suplicy. Ela não se conforma não ter sido indicada candidata a governadora de São Paulo pelo PT.

Aceitou ser ministra da Dilma, na Pasta do Turismo. Não estava bom. Sua ambição, aos 70 anos, é mostrar uma força política que não tem. Sua “força” se esvaiu com a saída do PT, que lhe dava sustentação política e visibilidade.

Aliar-se a Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, para dizer que quer lutar pelo fim da corrupção é apenas uma discurseta de quem não consegue ficar longe dos holofotes.

Acabar com a corrupção aliada a Eduardo Cunha, que a qualquer momento pode receber um par de tornozeleiras do STF, para não escapar da rota aérea Rio-Brasília?

Marta Suplicy é milionária, vem de uma família milionária e casou-se com Eduardo Suplicy, representante de outra família milionária  paulistana quatrocentona.

Temer está adorando ter Marta ao seu lado, para disputar a prefeitura de Capital paulista, muito provavelmente com apoio do ex-marido Eduardo Suplicy.

Marta Suplicy recorre ao TJ de São Paulo contra uma sentença condenatória por improbidade administrativa quando foi prefeita da Capital (veja aqui).

Será que os eleitores paulistanos e a mídia esquecerão da ”Martaxa”? Ou isto não vem ao caso?