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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

QUE DISSE FERNANDO GIGLI
DE “BOMBÁSTICO” AO MPF?

Nada que não seja do conhecimento do cidadão taubateano medianamente informado sobre a administração (?!) Roberto Pereira Peixoto entre 2005 e 2012, que custou quatro dias de xilindró ao ex-prefeito e dois processos que se tramitam desde então no TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª região).

O depoimento de Fernando Gigli dado ao Ministério Público Federal no dia 3 de julho de 2009, difere muito pouco do depoimento dado ao Gaeco, em São Paulo, no dia 27 de maio do mesmo ano.

Tem, como novidade, a inclusão dos nomes de três vereadores, que teriam achacado Roberto Peixoto para impedir a instalação de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito), que apuraria possíveis irregularidades em seu governo.

Dos três nomes apontados por Fernando Gigli, Rodson Lima nada mais pode fazer, pois faleceu, mas o ex-vereador Ary Filho e o atual vereador Carlos Peixoto tem a obrigação moral de interpelar o depoente, sob pena de colocarem mais uma mácula em suas biografias.

O depoimento de Gigli, é bom que se diga, foi “espontâneo”, isto é, um belo dia ele bateu à porta do MPF e disse que queria dar um depoimento “bombástico”, que comprometeria irremediavelmente o prefeito Roberto Peixoto e pelo menos oito vereadores.

Fernando Gigli cita nominalmente Rodson Lima, Ary Filho e Carlos Peixoto como os “negociadores” da propina a ser paga aos demais vereadores. Vagamente, o depoente afirma que “os vereadores do esquema eram os que votaram contra a abertura da CEI”.

Está fácil, portanto, saber quais vereadores votaram contra a instalação da CEI. Os que se sentirem injuriados, caluniados e difamados por Fernando Gigli, devem entrar com ação judicial contra o depoente e esclarecer definitivamntge os fatos.

A boataria, que tem origem no palácio do Bom Conselho, tem endereço de remessa e objetivos conhecidos: esmagar, psicologicamente, as futuras candidaturas a prefeito(a) de Taubaté, ao mesmo tempo em que desviam a atenção dos eleitores sobre o presente:

1. O prefeito Ortiz Junior foi cassado em duas instâncias e está inelegível para o próximo pleito municipal, que só disputar em caráter liminar, se não for definitivamente defenestrado ainda este ano.

2. Ortiz Junior e seu pai, José Bernardo Ortiz, são réus em processo por improbidade administrativa que corre na 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital e podem ser sentenciados a qualquer ,momento.

A tática de desmoralizar adversários ou quem não rezava por sua cartilha foi amplamente utilizada por Bernardo Ortiz nos primeiros 10 ou 15 anos de sua longa carreira política, com o objetivo de abatê-los psicologicamente. Foi assim com Ary Kara, Augusto Ambrogi, Salvador Khuriyeh e tantos outros.

Algumas perguntas devem ser respondidas por Fernando Gigli:

Ele deu um novo depoimento ao MPF? Em que condições? Espontaneamente ou negociadamente?

Se Fernando Gigli não revelou tudo em 2009, sobre fatos ocorridos em 2007 e 2008, por que resolveu falar agora?

A quem interessa enxovalhar prováveis futuros candidatos a prefeito desta urbe quase quatrocentona?

Para que os caros leitores tirem suas próprias conclusões, reproduzo o depoimento “espontâneo” de Fernando Gigli ao MPF, em 3 de julho de 2009.