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sábado, 19 de setembro de 2015

QUEM PÕE "EXÉRCITO" NAS RUAS
SEM CAMPANHA FINANCIADA?

Com o fim da contribuição de pessoas jurídicas às campanha eleitorais, decidida por 8 ministros do STF, contra 3 (Gilmar Mendes, Teori Zavascki e Celso de Mello), nesta quinta-feira (17), não haverá mais superproduções no horário eleitoral gratuito.

Em Taubaté, por exemplo, o "exército" de 500 cabos eleitorais anunciados exaustivamente pelo prefeito cassado em duas instâncias em seu programa de televisão recebeu "baixa" com a decisão histórica do STF.

Os mal intencionados, os bandidos, os fraudadores, sempre encontrarão um meio de burlar a legislação e obter dinheiro fácil para as suas campanhas, que não terá mais a suntuosidade de outrora.

Como buscar nas empresas o dinheiro necessário para programas de televisão com produção hollywoodiana. Como contratar marqueteiros caros, diretores de televisão com experiências em grandes campanhas de candidatos à presidência e aos governos estaduais?

Como sustentar um "exército" de 500 cabos eleitorais trabalhando diuturnamente por uma candidatura pagando salários e alimentação para os pupilos? Como organizar chás da tarde em casas simples, na periferia da cidade? Com que dinheiro?

Como produzir jornais em profusão e distribuí-los de casa em casa por toda Taubaté? Como espalhar outdoors nas estrada rurais da cidade e nas principais vias que servem a esta urbe quase quatrocentona? Com que dinheiro, se as empresas não podem mais doar para candidatos?

O ministro Gilmar Mendes é um político togado. Em defesa de seu voto pela doação empresarial às campanhas políticas, afirmou que o maior beneficiário com o fim das doações o PT. Quanta desfaçatez!

Para o ministro tucano, o PT tem dinheiro em caixa, por isso é contra a doação empresarial. Não disse que a proposta da ADI 4650 foi apresentada em 2005 pelo então presidente da OAB Ophir Cavalcante, antipetista de carteirinha.

O fato real é que Taubaté não terá, na próxima campanha eleitoral, candidatos apresentando programas eleitorais com truques cinematográficos, imagens aéreas, infográficos que ninguém entende mas que enchem os olhos dos telespectadores e acaba conquistando-os.

Os próximos candidatos a prefeito terão que convencer os eleitores com propostas factíveis de governo. Não haverá dinheiro para grandes produções televisivas, como não haverá "exército" de cabos eleitorais nas ruas.

Ah! A Policia Federal está investigando de onde saiu a dinheirama que sustentou a mais cara campanha a prefeito da história política de Taubaté.

Tudo tem a ver com doação empresarial para candidatos. Sem doação empresarial, não há dinheiro para a suntuosidade nas campanhas eleitorais.

Espera-se que também diminua sensivelmente o pagamento de propinas e as negociatas mil que se fazem nos bastidores de entes públicos com um único objetivo: "fazer caixa para campanhas eleitorais".

O primeiro passo foi dado para que os candidatos disputem s eleições em condições de igualdade.

Que bom!