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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

RÁDIO “AM” EM TAUBATÉ
ACABOU E NINGUÉM SABE

A audiência e o faturamento das duas principais emissoras de rádio AM (amplitude modulada) desta urge quase quatrocentona naufragaram.

A Rádio Difusora, que viveu momentos de glória desde sua fundação nos anos 1940 até os anos 1980, sucumbiu.

O jornalismo da emissora não tem mais Rogério Veloso, o único e bom repórter confiável que tínhamos no rádio da cidade

O jornalismo da Difusora é comandado pelo veterano Pedro Luiz, um radialista correto, mas que pouco pode fazer para reverter o quadro atual.

Para completar o desastre, a emissora não tem programação “ao vIvo” no horário vespertino e ainda alugou o horário nobre do rádio, das 11 às 13 horas para um vereador e um possível candidato a vereador.

A Rádio Cacique, gloriosa nos tempos de Waldemar Leite, Monteclaro Cesar, David Oiring, Pio de Almeida e outros, não existe mais.

Se você estiver dirigindo em Taubaté no final da tarde é só ligar na Cacique para saber como escapar da muvuca do trânsito... na Capital paulista. Isto mesmo. A Cacique é mera retransmissora da Jovem Pan.

A Rádio Cultura sobrevive graças á força da igreja católica. A emissora pertence à Cúria Diocesana de Taubaté.

A Difusora sucumbiu aos novos tempos.

Das 11 horas ao meio-dia se ouve Carlos Roberto Lopes de Alvarenga Peixoto ou, se preferir, o vereador Carlos Peixoto (PMDB), que não faz jornalismo em seu programa, embora seja jornalista profissional.

Carlos Peixoto faz um programa ao estilo de Paulinho Boa Pessoa: popular, com leitura de carta melodramática de ouvintes. Paulinho Boa Pessoa tinha um redator especial para criar histórias fantásticas de ouvintes desesperadas, atrás de ajuda ou de um conselho que curasse as feridas da vida.

Quem é o outro?

O nome é Augusto Cesar Nogueira Cortez Pereira. O apelido, “Guará” herdou do pai, o radialista Augusto Cesar Guará, muito popular nos anos 1970, de quem fui operador de som na Rádio Difusora, no programa “Broto Já tem Vez”, um programa revolucionário para a época.

Augusto Guará Filho não é nem sombra do pai. Ouvi uma parte de seu programa. Decepcionante! Guará Filho não tem uma unha do poder de comunicação de seu pai, que se foi cedo e deixou muito amigos por aqui, entre os quais me incluo.

Augusto Cesar Guará usava os microfones da Difusora para se comunicar com seus ouvintes e facilitar os contatos com os clientes, pois era corretor de publicidade.

Ao que me lembre nunca se envolveu com política ou andou atrás de emprego público.

O mesmo não se pode dizer de Augusto Guará Filho. Seu programa oferece brindes aos ouvintes e propaganda do governo municipal, via manchetes de releases da Prefeitura. Nada mais.

Não creio que Carlos Peixoto e Augusto Guará Filho recebam algum cachê pelo trabalho de entretenimento que fazem na rádio.

Não duvido nada se não “compraram” o horário para ficar mais perto do eleitor. Algo impensável na Difusora alguns anos atrás.

O rádio taubateano está em crise. Menos quem está mamando nas tetas do governo municipal, coisa que a Difusora jamais fez nos tempos de  seu "Emilinho" ou Silva Neto.

Aqui, matéria divulgada pela Gazeta de Taubaté

A foto é de 2013, segundo o vereador João Vidal, quando ainda gozava de prestígio no Palácio do Bom Conselho.
Da esquerda para a direita aparecem Augusto Guará Filho, Eduardo Cursino e Ortiz Junior. Anotem: o prefeito usa seu gabinete para fazer política partidária no horário de expediente. Isto não é improbidade? Foto: Gazeta de Taubaté

"O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Taubaté, Augusto Guará Filho, filiou-se ao PR para disputar uma vaga a vereador em 2016.
O sindicalista alega que a escolha de partido se deu em razão do PR não ter integrado a coligação que apoiou o prefeito Ortiz Junior (PSDB) na eleição de 2012.
No ano que vem, no entanto, a legenda deverá apoiar o tucano. O presidente da sigla em Taubaté é o secretário de Administração do governo Ortiz Junior, Eduardo Cursino.
É justamente com Cursino que o presidente do sindicato precisa negociar para reivindicar os direitos dos servidores da prefeitura.

CONFLITO/ Para Guará Filho, a hierarquia partidária não influenciará na negociação entre prefeitura e sindicato. “Hoje já temos várias parcerias com a prefeitura, como plano de saúde, e isso nunca impediu de bater de frente e até entrar na Justiça contra eles”, afirmou.
Cursino adotou o mesmo discurso. “Uma coisa é o partido, e outra é a prefeitura. O servidor não será prejudicado”.

Quá quá quá quá! Viram? "Uma coisa é o partido, e outra a prefeitura. O servidor não será prejudicado".

Com licença: quá quá quá quá!