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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

TAUBATÉ NÃO EXPORTA SÓ
TRANQUEIRA PARA A CAPITAL

O americaníssimo Wall Street Journal, uma das bíblias preferidas de 10 em cada 10 economistas do planeta capitalista (ou outro é o semanário inglês The Economist), rasgou elogios ao prefeito paulistano Fernando Haddad, pelas ciclovias que tem implantado na capital.

Apenas para refrescar a memória dos taubateanos, acostumados, nos últimos anos, a ter seu nome associado às maracutaias feitas no submundo político, lembro o mais famoso deles, o de Paulo Preto, que veio à tona em 2010, num debate entre Dilma e Serra no 2º turno das eleições presidenciais.

Quando disse a Fernando Haddad, no último dia 16 de agosto,
que sou amigo de Salvador Khuriyeh, o prefeito paulistano abriu
um largo sorriso e disse: "Esse é gente boa e competente"
Se quiserem, podem acrescentar a pífia passagem de José Bernardo Ortiz na presidência da FDE, de onde foi demitido por ordem judicial por suspeita de improbidade administrativa, na qual seu filho Ortiz Junior também está envolvido.

Dito isto, passo a responsabilizar Salvador Khuriyeh, presidente do PT taubateano, pela matéria elogiosa do WSJ ao prefeito Fernando Haddad, a quem o jornal americano chama de “visionário urbano” pelas ciclovias implantadas na Capital.

Para quem não sabe, o ex-prefeito taubateano é o responsável pela implantação das ciclovias que rendem elogios ao atual prefeito paulistano.

Salvador Khuriyeh é diretor do SPTrans, uma autarquia municipal que responde pela gestão do sistema de transporte público e mobilidade urbana da capital.

Não quero, aqui, tecer loas ao ex-prefeito de Taubaté. Os funcionários públicos municipais que trabalharam sob as ordens de Salvador Khuriyeh têm muito mais autoridade para elogiar ou criticar o ex-prefeito.


Wall Street Journal chama Haddad de "visionário urbano"

Publicação diz que prefeito é admirado no exterior por especialistas em transporte

 O jornal norte-americano econômico Wall Street Journal publicou nesta quarta-feira (23) uma reportagem em seu site sobre a política do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, de investir em ciclovias na cidade. O artigo explica que a medida é controversa e vem recebendo críticas de alguns setores, mas elogia a ação do prefeito.

"Se o prefeito altamente impopular de São Paulo fosse o líder de São Francisco, Berlim ou de alguma outra metrópole progressiva, ele poderia ser considerado um visionário urbano", escrevem Reed Johnson e Rogerio Jelmayer logo no início do texto.

Segundo os autores, seu "esforço progressista mais visível é tentar converter esta cidade de 12 milhões de pessoas sufocada pelo tráfego em uma zona amigável para bicicletas e ônibus onde carros particulares são tratados como uma peste". Para a dupla, a iniciativa provavelmente será usada por adversários nas próximas eleições.

Eles afirmam ainda que a iniciativa "de modo geral ganhou altas notas do público, mas enfureceu alguns motoristas que veem o prefeito como uma intromissão quase socialista que está fora de sintonia com a sua cidade auto-cêntrica".

O texto afirma que numa São Paulo é "lamentavelmente escassa de áreas verdes", o fechamento da avenida Paulista para o tráfego de veículos foi bem recebida por pedestres, ciclistas e skatistas, mas o fato agravou as relações com comerciantes e vizinhos da região. Os autores citam ainda a proposta de transformação do Minhocão em um parque linear "a la High Line de Manhattan", mas dizem que a maioria dos paulistanos não quer a via demolida.

O jornal afirma que apesar das críticas que Haddad tem recebido no País, o prefeito é admirado no exterior por especialistas em transporte que lidaram com problemas de trânsito semelhantes. Como por Janette Sadik-Khan, que foi presidiu a expansão de ciclovias em Nova York, e disse que Haddad está criando as bases para tornar São Paulo mais sustentável.

— Não é de se espantar que o prefeito Haddad tem ouvido alguns resmungos. Quando você pressiona o status quo, o status quo reage.

Mas os autores também apresentam o lado de moradores, como Vilma Peramezza, de 73 anos, presidente de um grupo de moradores que quer mais estudos sobre impactos das ciclovias.

— O automóvel sempre foi um objeto de desejo e também uma necessidade. Depois de fazer dessa uma cidade que vive pelo carro, eles querem mudar isso.