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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

AS MÃES-LARANJA DE TAUBATÉ

Ponto para Taubaté”, diria o impagável Barão de Passa Quatro sobre a mais nova criação híbrida taubateana, transformada em pomar de “mães-laranja”.

Por desnecessidade, para não expô-las, preservarei os nomes das mães-laranja taubateanas, usadas pelos filhos para se associarem a empresas com ínfimo capital, talvez para camuflar seus reais interesses.

Escudar-se atrás de senhoras respeitáveis para criar empresas e manter-se na direção dos negócios da mesma tornou-se uma prática comum entre os taubateanos.

PESO POSITIVO

A mãe de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, não aparece como sócia do filho na transportadora Peso Positivo, constituída em 30 de julho de 2007. Ela é sócia de Fernando Cremonini, genro do ex-diretor do Dersa.

Cremonini aparece como dono de R$ 99.000,00 do capital da empresa e a mãe de Paulo Preto teria apenas R$ 1.000,00 na sociedade.

O documento nº 243.060/12-9, de 05/06/2012 informa que a mãe de Paulo Preto retirou-se da sociedade, que ficou com apenas um NIRE (número de identificação de registro de empresa – antes havia dois), o de nº 35600156264.

O nome da mãe de Paulo Preto ganhou o noticiário em 2010, quando a então candidata Dilma Rousseff disse a José Serra, em debate na TV Band, que seu diretor do Dersa havia sumido com R$ 4 milhões de sua campanha, embaraçando o tucano que não soube o que responder.

A mãe do engenheiro foi levada de roldão na história.

TE PUIA

A finesse do restaurante da primeira-dama taubateana impressiona
A outra mãe é uma senhora respeitável, ex-servidora da Justiça aposentada, dona do Restaurante Te Puia, no Vale Sul Shopping.

A cozinha francesa do restaurante tem agradado ao fino paladar da fina flor da sociedade taubateana.

Quem se apresenta nas redes sociais, no entanto, como “empresária”, é sua filha Mariah Perrota Ortiz, o que nos faz crer que a verdadeira dona do estabelecimento, que não aparece nos registros da Junta Comercial, é a primeira-dama de Taubaté.

O observador menos atento, ao se deparar com a finesse do Te Puia, ficará com a impressão que apenas a decoração interna do estabelecimento e o vidro que dá ampla visão do lado externo do shopping Via Vale custou bem mais que os R$ 80 mil declarados na abertura da empresa.

GRÁFICA RESOLUÇÃO

Chegamos, finalmente, à Gráfica Resolução, cujo proprietário, José Hélio Nascimento Filho, que tem a própria mãe como sócia, criou uma empresa de negócios imobiliários pouco antes de vender o prédio da gráfica no centro da cidade por R$ 2.650.600,00 à Prefeitura.

A Nasca tem capital, hoje, de R$ 1.500.000, 00. A inversão societária, segundo a Junta Comercial, mostra que José Hélio Nascimento Junior possuía apenas 1% (um por cento) do capital inicial da empresa, que era de R$ 640.000,00.

O empresário hoje é dono quase integral do capital da empresa e o de sua mãe minguou para meros R$ 13.500,00.

Mãe é mãe!