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sábado, 3 de outubro de 2015

NÃO FIQUE SEM LER NESSE FIM
DE SEMANA. LEIA JOFFRE NETO

O Catão da Vila São Geraldo foi ouvido pelo Ministério Público de São Luiz do Paraitinga o ano passado, quando ainda se investigava a contratação de Joaquim Marcelino Joffre Neto pela Câmara Municipal local.

Naquele momento (11/06/14) não havia processo contra o Catão da Vila São Geraldo nem contra a vereadora Edilene Alves Pereira, responsável pela contratação.

Ao ler o documento, fiquei com a nítida impressão que o depoimento foi redigido pelo próprio Joffre Neto, na primeira pessoa, tal a perfeição do mesmo.

NdaR: o processo 1000241-44.2015.8.26.0579, que pode condenar o Catão da Vila São Geraldo por improbidade administrativa, está concluso desde quinta-feira (1º/10), pronto para ser sentenciado. pelo juiz Caso o juiz Carlos Eduardo Reis de Oliveira.

PÉROLAS

O “depoimento” de Joffre Neto em 2014, quando não foi inquirido de fato, é uma peça recheada de autoelogios, que chega a ser insolente para quem conhece o caráter do vereador e sua petulância.

Ele diz, por exemplo, que é vereador em Taubaté e já o foi “noutras duas legislaturas”. “noutras” é um termo muito utilizado em Portugal. Talvez um hábito adquiro quando esteve além-mar.

Diz se “consultor em administração pública e professor universitário”... quá quá quá quá!... de onde? Por que um professor universitários ficaria tanto tempo desempregado? Incompetência?

O papel aceita tudo. E Joffre sabe disso. Usa seu linguajar empolado para enganar e tentar ludibriar aquém o ouve por obrigação profissional. Veja este trecho do depoimento:

Já prestei serviços de consultoria científico-politica a várias Câmaras Municipais do Vale do Paraíba, por quase duas décadas, do início de 1997 até o momento (11/06/14 – NR)”.

O que é consultoria científico-política? Essa só o Professor Pardal Poe responder.

Tem mais essa:

Também fui assessor convidado da Presidência da República, como coautor da obra “Reforma política e Cidadania”, da Câmara Federal, no programa denominado “Promolegis”, financiado pelo BID (Banco interamericano de Desenvolvimento – NR).

Quá quá quá quá...

Como pode a Presidência da República convidar alguém para assessorar a Câmara Federal? Como assim? E a independência entre os  poderes?

Ou o Catão da Vila São Geraldo sonhou com um poder que jamais teve ou tenta ludibriar a Justiça afirmando ter feito coisas que efetivamente não fez.

Não vou nem entrar na parte do depoimento em que ele diz que é sempre convidado pela mídia local (Canção Nova, Band Vale, TV Aparecida e Vanguarda, NR – citadas pelo próprio) e nacional (Rede Globo e Re3vista Época, NR – idem) “para dissertar sobre o papel das Câmaras Municipais e o seu fortalecimento frente ao poder executivo”.

Desse jeito eu não aguento. Quá quá quá quá!

Como pode Joffre Neto falar em “fortalecimento” do Poder Legislativo se ele é um dos líderes da subserviência da Câmara Municipal de Taubaté ao prefeito cassado em duas instâncias Ortiz Junior (PSDB)?

Poupe-nos de seus esgares, Catão da Vila São Geraldo. E lhe aviso: não há seguro-desemprego para ex-vereador.

Para quem quiser, aqui a íntegra do depoimento de Joffre Neto ao ministério Público de São Luiz do Paraitinga.