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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

PMDB PERDE SEUS DOIS VEREADORES
NA CÂMARA MUNICIPAL DE TAUBATÉ

As malas estão prontas. Os vereadores Carlos Peixoto e Alexandre Villela desembarcam do PMDB de Ary Kara para embarcar no PTB de Campos Machado.

Quem admite a mudança é o próprio Carlos Peixoto. O vereador me disse nesta terça-feira (6), na Câmara Municipal, que já manteve contato com o presidente estadual do PTB.

Pelo visto, Peixoto e Villela virarão o ano no PMDB: “Eu (Peixoto) e o Alexandre já nos reunimos com o (deputado) Campos Machado. Está tudo praticamente certo”, garantiu.

A alegação do vereador para a defecção é o fato de o PMDB, por imposição do deputado Ary Kara, estar sob a presidência do ex-vereador Ary Kara Filho e ter como vice-presidente o também ex-vereador Chico Saad que ainda está inelegível, caso queira se candidatar.

A janela aberta pelo TSE permanecerá assim até 31 de março do ano que vem e outras defecções poderão ocorrer até lá.

A notícia da ida de Alexandre Villela para o PTB confirma a divulgação deste blog em 8 de agosto, com a diferença que o vereador não muda de partido para ser candidato a prefeito, mas para se unir ao atual prefeito.

A base do prefeito cassado em duas instâncias fica solidificada na Câmara Municipal, atualmente composta por três vereadores do PSDB, três do PSB, um do PRB, um do PROS, um do PDT, um do PP e um do PV.

Peixoto e Villela poderão aderir explicitamente à base de sustentação do governo, que poderá terminar antes do encerramento do primeiro semestre do ano que vem.

Bernardo Ortiz e Ary Kara ao centro, com  o governador Franco
Montoro á direita, no Palácio dos Bandeirantes, entre 1983 e 1984
Os caros leitores devem prestar atenção ao seguinte: se a família Ortiz se apossou do PSDB, com o PMDB também não é diferente. Quem manda no partido é Ary Kara, amigo pessoal do vice-presidente Michel Temer.

A “briga” entre os clãs Ortiz e Kara  vem de longe, desde os anos 1980, quando Ary Kara era deputado e levava Bernardo Ortiz, recém-eleito prefeito, para conversar com o governador Franco Montoro.


Para satisfação pessoal dos dois líderes, cada um é “dono” de um partido.