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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

ALCKMIN CRIMINALIZA MOVIMENTO
ESTUDANTIL NA PROVA DO SARESP

Silvio Prado, professor

Recebi, hoje, 25 de novembro, as 9h20, a informação de uma professora que está aplicando provas do SARESP, numa escola estadual aqui na região do Vale do Paraíba. Segundo ela, a questão nº 8 do caderno 7, sem nenhum pudor, procura criminalizar o movimento estudantil da USP e, por consequência, o movimento estudantil em geral.

A questão, fundamentada num texto publicado pela revista Veja, em 2007, colocada em forma de múltipla escolha, ataca o movimento estudantil. "A balburdia na maior e mais importante universidade brasileira", é com essa frase que começa o texto usado na prova aplicada em todas as escolas paulistas, conforme informa a professora.

É claro que esse ataque tem alvo certo: as centenas de escolas e os milhares de estudantes que as ocupam, num flagrante desafio ao tucano Geraldo Alckmin, agora encurralado politicamente pelos resultados do desastroso projeto de fechamento de mais de mil salas de aula.

O governo de São Paulo, flagrantemente conservador, usa do SARESP também para se contrapor ao passo progressista dado pelo ENEM que, usando textos e o pensamento da filosofa existencialista Simone de Beauvoir, provocou uma polêmica extremamente positiva ao colocar a questão da mulher para a discussão de milhões de jovens em todo o país.

É importante notar que o texto conservador, aplicado aos milhares de alunos que em todo o Estado nesta manhã fazem a chamada prova do SARESP, foi extraído de uma latrina chamada VEJA, uma das armas de emburrecimento em massa produzidos pela Editora Abril e semanalmente distribuída nas salas dos professores das escolas paulistas.


São Paulo, o mais rico estado brasileiro, sob a condução dos tucanos, mais uma vez aponta o caminho que, felizmente, a juventude não quer seguir.