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terça-feira, 10 de novembro de 2015

ORTIZ JR É FUJÃO. POR ISSO JUIZ
MANDA CITÁ-LO POR HORA CERTA

A reportagem da última edição da revista Carta Capital, que associa Bernardo Ortiz e seu filho Ortiz Junior a "ladrões do fututo", tem tudo a ver com o andamento do “processo das mochilas”, que tramita na 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital.
 

O processo 0045527-93.2012.8.26.0053 está desde 09 de outubro sobre a mesa do escrevente do Fórum paulistano com as contestações apresentadas pelos corréus Bernardo Ortiz e Ortiz Junior acerca da intimação judicial por hora certa determinada pelo juiz Randolfo Ferraz de Campos.

 

É que, a exemplo do pai, Ortiz Junior também foge da Justiça Civil (foi assim com a Justiça Eleitoral) para não ter de explicar/justificar certas atitudes do tucano, que responde por improbidade administrativa por conta da compra de cerca de quatro milhões pela FDE em 2011, que na época era presidida por seu pai.



O juiz da 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital, em despacho de 6 de setembro deste ano, manda intimar Ortiz Junior por hora certa, a fim de garantir sua presença para responder a acusação de improbidade administrativa.



Este é um trecho do despacho do juiz Randolfo Ferraz de Campos:



VII Depreque-se uma vez mais a citação do corréu José Bernardo Ortiz Monteiro Júnior, solicitando-se, havendo suspeita de ocultação (o que já ocorreu com seu genitor, também aqui corréu e se infere até mesmo quanto àquele ante o teor de fls. 8.681), seja citado por hora certa”.



CAPRICÓRNIO



O despacho judicial se refere a um pedido formulado pela corré Capricórnio para que “(...) fosse a indisponibilidade patrimonial implementada, em substituição a outros, sobre bens imóveis que indicou (...)”.



A empresa declara diversos imóveis em Bragança Paulista e São Carlos, por exemplo, que poderiam ser tornados indisponíveis pela justiça para abater do valor total do bloqueio de bens de todos os réus, incluídos Bernardo Ortiz e Ortiz Junior, que chega a R$ 34.920.198,00.



O juiz Randolfo Ferraz de Campos negou à Capricórnio que o bloqueio de bens recaísse apenas sobre as ações da empresa. Observou que “as ações não são da empresa ré, mas de seus sócios, e é legalmente vedado à referida empresa ré negociar com as próprias ações”.



A Capricórnio queria, na prática, tornar disponíveis seus bens imóveis, o que foi indeferido pelo juiz da 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que viu malandragem no pedido:



Ora, tirar a indisponibilidade dos bens e fazê-la recair sobre seu capital social é o mesmo que autorizar à corré Capricórnio S/A dispor livremente de seus bens, podendo, inclusive, onerá-los ou aliená-los  (...) E frise-se, por reforço, ser a empresa corré em comento sociedade anônima de capital fechado, o que significa que suas ações sequer têm valor de mercado (não são cotadas em mercado) ao passo que nem aqui existe balanço a apontar para a realidade do capital social em questão (e não cabe aqui mandar fazê-lo como requerido a fls. 8.775/8.776 em completo desvio das finalidades deste processo)”.



Tudo caminha para a condenação dos réus Bernardo Ortiz, Ortiz Junior, Capricórnio, Diana Paolucci, Mercosul e FDE.



NR: Ganha um doce quem adivinhar o nome do político que avalizou a publicação da matéria por Carta Capital. Esses tucanos são o máximo... quá quá quá quá!