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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A FOME TUCANA POR DINHEIRO PÚBLICO

Silvio Prado, professor

De uma das salas do Palácio dos Bandeirantes saiam as informações que orientavam cada passo da máfia da merenda escolar. Debaixo do portentoso nariz de Geraldo Alckmin estava o homem que, celular à mão, dizia o que fazer ou não fazer, quanto cobrar e quanto ganhar sobre o que quatro milhões de jovens diariamente comem nas escolas. Os dados são concretos, reais. Segundo os grampos policiais, até o impoluto Herman Voorwald, ex-secretário da educação recentemente escorraçado da Secretaria pelos estudantes, mordeu cenzinho do esquema criminoso. A sangria que a máfia da merenda provocou nos cofres públicos só comprova o que todo mundo já sabe: a educação paulista é um grande e rendoso balcão de negócios. Tucanos pousam nesse balcão e voltam para casa carregando nos bicos maços de preciosas notas que engordarão seus cofres particulares. Enquanto isso, nas escolas muitas vezes temos a falta de merenda ou falta de funcionários para servi-la, como aconteceu ano passado aqui em Taubaté, na EE Gentil de Camargo. O modo tucano de governar nunca dispensa licitações fraudulentas, preços superfaturados, propinas de todo tamanho e variedade. O Estado tucano virou um espaço onde meter a mão nos cofres é coisa rotineira. Portanto, nada de novo no front da corrupção tucana, a não ser a tentativa de responsabilizar o governo federal pelo que aconteceu quase dentro da sala do governador Geraldo Alckmin.

Esquema da merenda rende propina desde 2005. Ex-prefeitos de Pindamonhangaba e Taubaté que o digam