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domingo, 14 de fevereiro de 2016

ALCKMIN, UM POÇO DE ESTUPIDEZ

Silvio Prado, professor

Todo doente é um ser fragilizado. Isso até o mais limitado dos homens reconhece. Impossível no mundo da produção rápida e precisa que alguém sob dores ou fraqueza consiga dar o melhor de si e cumprir com suas obrigações profissionais. Um profissional doente, seja de que área for, não rende o que deseja e nem o que lhe pedem ou exigem.

Em muitos casos, quem trabalha doente coloca outras vidas em risco. Pense num motorista de ônibus com a saúde fragilizada dirigindo no trânsito de uma grande cidade. Pense num policial, estressado ou deprimido, sentindo nas mãos ou na cintura o peso da arma que carrega para desempenhar as ações que seu comando exige que sejam feitas em nome do que o Estado chama de segurança!

Enfim, não importa quem seja o profissional. Se estiver doente, homem ou mulher, é um ser fragilizado. E quem está fragilizado, doente, sem forças, sob dores ou no vazio da depressão, precisa de cuidados. Precisa de médicos, remédios, terapias, tratamentos diversos ou até cirurgias. Precisa também do silêncio e da compreensão de quem está à sua volta.

Afinal, é a vida de um ser humano que está em jogo e não a integridade de um robô que pode ser refeita trocando uma peça minúscula ou um botão qualquer. Se for um robô ou máquina e não tiver conserto, que se jogue na primeira lixeira que aparecer pela frente. Mas ser humano, não! Sua dignidade pede que ele seja compreendido, acolhido,tratado e respeitado na sua dor e fraqueza até que seja possível o retorno pleno da saúde.

Tudo o que foi escrito até aqui é consenso em qualquer sociedade civilizada onde o homem não é visto como descartável ou como máquina que, quando imprestável, pode ser trocada por outra.

Como tudo indica que no estado de São Paulo - o mais rico do país – a barbárie recebe estímulos diretos de um cidadão chamado Geraldo Alckmin, não é estranho que este senhor aterrorize o servidor público fragilizado pela doença cortando-lhe o ponto e o deixando sem salário, como se o medo fosse curá-lo do mal que o aflige e tanto amargura. Tudo o que a civilização manda fazer com um doente, Alckmin parece desaconselhar.


Só um estúpido trata seres humanos doentes dessa maneira.