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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

JEFERSON ENGANA AMATAU

A AMATAU foi levada a erro pelo vereador Jeferson Campos ao analisar a "produção" deste entre 2013 e 2015.

Jeferson em momento de glória, cercado por Roberto Peixoto e Chico Saad
O erro foi involuntário. Jeferson Campos, quando presidiu a Câmara Municipal, mandou tirar do ar seu projeto de lei nº 1/2013. Não adianta procurar no portal da “transparência” o documento. Ele não existe mais. Foi suprimido.

Os vereadores mal haviam tomado posse no dia 1º de janeiro de 2013 e o vereador Jeferson Campos, que só legisla em causa própria, propôs reajuste de 31,63% nos subsídios dos secretários municipais, que assumiram seus cargos no mesmo dia.

O subsídio de R$ 9.116,00 havia sido fixado pela legislatura anterior e Jeferson Campos queria que os novos secretários passassem a ganhar R$ 12 mil por mês.

Seria o terceiro reajuste para secretários municipais em menos de um ano, anotou a expertise da vereadora Pollyana Gama (PPS), que entrou com ação da Vara da Fazenda Pública de Taubaté pela ilegalidade do reajuste proposto.

A ação foi proposta no dia 11 de fevereiro de 2013. No dia 13, o DJE publicava a concessão da liminar ao pedido da vereadora, suspendendo o reajuste.

No dia 19 de fevereiro, o mesmo DJE publicava que a tentativa do vereador Jeferson Campos de burlar a legislação e conceder um reajuste irregular de salário a servidor público municipal foi barrada pela Vara da Fazenda Pública de Taubaté.

Apesar da derrota na Justiça, Jeferson Campos foi brindado por sua fidelidade ao então recém-empossado prefeito José Bernardo Ortiz Monteiro Junior que, três anos depois, está com o mandato por um fio.

A mulher do vereador, tornada gerente por Roberto Peixoto graças à fidelidade de Jeferson Campos, foi mantida gerente por Ortiz Junior,  pois vislumbrou que acabara que de ganhar um aliado fiel. Acertou na mosca.

Hora da AMATAU cobrar transparência da “transparência” da Câmara Municipal, que deve publicar e não suprimir documentos oficiais.

O projeto de lei nº 1/2013 não pode mais ser lido no portal da transparência, mas pode ser copiado nos anais da Câmara Municipal, a não ser que tem há sido destruído por seu autor.