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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O DESAFIO DE JULIA CRUZ: VENCER
O TEMOR PETISTA NAS ELEIÇÕES

A campanha que se faz há mais de dez anos nos principais órgãos de comunicação do país, estrelada pela Rede Globo e coadjuvada por Folha, Estadão, Veja e afins, para tornar inviável o PT, fez estragos no partido, a ponto de lideranças não reluzentes abandonarem possíveis candidaturas e se afastarem da disputa eleitoral vindoura.

Isaac do Carmo e Salvador Khuriyeh num tete a tete antes de evento realizado no Departamento de Comunicação da Unitau
Há quem creia que Julia Cruz é muito nova, sem experiência política.

Inadvertidamente, na postagem que fiz ontem sobre as candidaturas a prefeito de Taubaté a “envelheci” em três anos. Julia Cruz tem 27 (fará 28 em setembro, me corrigiu) e não trinta anos, como afirmei.

Juventude é sinônimo de incompetência? Não!

Inexperiência é sinônimo de incompetência? Não!

Não vou muito longe para não tirar o foco de Taubaté.

Vamos falar de Pindamonhangaba e do governador Geraldo Alckmin.

Alckmin foi eleito prefeito da “Princesa do Norte” (como gostam os pindamonhangabenses quatrocentões) aos 21 anos.

Alckmin tinha experiência administrativa? Não!

Tinha um programa de governo quando foi eleito? Não!

Ganhou a eleição apoiado pelo seu antecessor, João Bosco Nogueira, e um grupo de políticos experientes.

Alckmin governou com a própria cabeça?Não!

Enquanto estudava medicina em Taubaté e cuidava do curso pré-vestibular Prefac, do qual era sócio, seu pai, Geraldo José Rodrigues Alckmin, governava Pindamonhangaba.

Na época (1980) era correspondente do ValeParaibano e entrava no gabinete de “Geraldinho” somente quando seu Geraldo autorizava. Anos mais tarde entendi que as autorizações eram dadas somente quando o prefeito estava na cidade.

Hoje, o Brasil inteiro sabe quem é Geraldo Alckmin, que começou sua carreira  como vereador (1973) e uma surpreendente vitória para prefeito em 1976.

De 1983 a esta data, Alckmin já foi deputado estadual, deputado federal, duas vezes vice-governador e governa São Paulo pela terceira vez, além de ter sido candidato à presidência da República uma vez.

Estou recordando estes fatos apenas para enfatizar que alegar juventude ou inexperiência de um pré-candidato é um erro de avaliação. A juventude paulista demonstrou sua força na luta contra a reorganização escolar, impondo uma derrota espetacular ao governo paulista.

Isaac do Carmo está à disposição do partido e poderá disputar a indicação para representar o partido na próxima eleição municipal.

É inegável que Isaac tem história dentro do PT. Foi o candidato do partido após três eleições consecutivas nas quais o PT esteve a reboque do PMDB e até do PFL (quem diria!).

Salvador Soares não quer saber de candidatura a prefeito. Disputará sua reeleição para a Câmara Municipal, quem é muito mais seguro.

Salvador Khuriyeh, que foi bom prefeito, criou leis importantes em favor do funcionalismo público (todas “rasgadas” por Bernardo Ortiz) ocupa a diretoria da SPTrans da prefeitura paulistana, tem o compromisso de lutar pela reeleição de Fernando Haddad.

Khuriyeh não tem chance de ser novamente prefeito de Taubaté pela campanha difamatória que Bernardo Ortiz fez contra ele desde 1993, chamando-o de “Scariotes”, uma metáfora bem elaborada para “satanizar” Salvador e “santificar” o velho caudilho.

Ao PT, que perdeu quadros importantes na disputa para a Câmara Municipal, resta a coragem para discutir internamente seus problemas, acreditar e investir na juventude.