Páginas

domingo, 14 de fevereiro de 2016

O QUE ESPERA ORTIZ JR NO TSE

Fosse o Brasil um país onde a justiça pune de acordo com o delito praticado e as previsões legais, Ortiz Junior (PSDB) não estaria governando com uma liminar que o sustenta na Prefeitura há um ano.

O prefeito de Taubaté, hoje, poderia ser o também tucano Rodrigo Luís Silva – Digão (PSDB), com a iminente cassação do prefeito desta urbe quase quatrocentona.

A linha sucessória, em caso de cassação, começa com o vereador Paulo Miranda, que não deverá aceitar o encargo, passando a vez exatamente para Digão que poderá, por sua vez, aceitar ou recursar a missão.

Supondo que a cassação seja fava contada e Digão assuma a cadeira de prefeito, poderá concorrer a um novo mandato, antecipando em pelo menos quatro anos seu projeto de, um dia, ser prefeito de Taubaté.

Separei os quatro primeiros minutos da fala do ministro-relator Herman Benjamin, que combate o voto-vista do colega Henrique Neves, considerado “descuidado” na análise das provas consolidadas pelo juiz-relator Roberto Maia Filho, do TRE-SP,. Que cassou em segunda instância o mandato do prefeito taubateano.

Graças a uma liminar, concedida no prazo exíguo de apenas nove dias pelo ex-ministro do TSE João Otávio de Noronha, aliado de Gilmar Mendes e tucano de coração, Ortiz Junior ocupa a cadeira principal do palácio do Bom Conselho de forma precária.

Interessante notar como o ministro conseguiu achar brechas no processo eleitoral 58738. João Otávio Noronha foi rápido para analisar mais de duas mil páginas do processo e concluir que Ortiz Junior merecia uma liminar para continuar “governando” Taubaté.

No vídeo abaixo, fique atento á fala do ministro Herman Benjamin, que coloca o dedo na ferida na atuação de Ortiz Junior na FDE, onde não era funcionário mas agia como se fosse, disse Cláudio Falotico, apelidado Papai Noel e cala o colega Henrique Neves.

A ênfase do ministro Herman Benjamin fez com que Luiz Fux pedisse vista do processo. Espera-se que não fique sentado em cima do processo e o devolva antes de o ministro Gilmar Mendes assumir a presidência do TSE, prevista para o mês de maio.

Vale a pena sua atenção: