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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR MUNICIPAL

Silvio Prado, professor


No ano passado, um professor da rede municipal, ameaçado por um pai ligado à vida do crime, no final do expediente deixou seu local de trabalho no desconforto de uma viatura policial. Esse é só um exemplo do quanto é difícil e sacrificante ser professor público em Taubaté, cidade onde a administração Ortiz Jr não tem ouvidos para o professor e nem olhos para constatar seu sofrimento. Essa tradição de desrespeitar o professor vem de longe, inclusive do pai do atual prefeito – também Bernardo Ortiz - mestre na arte de aterrorizar professor e pisotear seus direitos. E desrespeita-se o professor fazendo de conta que não existe uma Lei Federal, conhecida como Lei do Piso, votada no último governo Lula, em que a jornada de trabalho precisa ser reduzida em sala de aula, sem redução de salário. Desrespeita-se o professor quando não se reconhece o seu direito de sindicalização e, na base do terror, procura-se punir as lideranças do magistério municipal. Enfim, o professor é desrespeitado todo dia, não só pelo aluno, mas também pelas imposições da Secretaria da Educação Municipal que, aplicadas na escola, geram práticas de assédio do diretor sobre funcionários e professores. Porém, como desrespeito ao professor muita gente vê apenas o salário, que não condiz com a importância da profissão. Ganha-se pouco, sofre-se muito, enquanto o tempo se encarrega de semear desânimo sobre uma categoria estratégica e fundamental para o desenvolvimento de qualquer pais. Taubaté, que nesses últimos anos rolou pirambeira abaixo, precisa, em todos os sentidos, valorizar o professor municipal para dar seu primeiro passo e sair do atoleiro em que se encontra.