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terça-feira, 1 de março de 2016

A VERDADE QUE O COLUNISTA CAPIXABA
"ESQUECE" PARA CRITICAR LULA E O PT

A infâmia produzida diariamente pelos jornais contra o PT, Lula e Dilma, tem adeptos por todo o país. Os pequenos jornais (como a Gazeta do Espírito Santo) repercutem o noticiário da grandes mídia (Folha, Estadão, O Globo), pois assinam estas agência de notícia se mal cobrem o que acontece em seus próprios estados.

Não faltam colunistas, ainda que recém-formados e mal saídos do cueiro, para atacar Lula e o PT como se fossem conhecedores da história que dizem ter estudado na universidade e, hoje, "vomitam" um conhecimento superficial, longe da história real.

Reproduzo os textos de Rodrigo Viana de Lima (defendendo Lula e o PT) e o do colunista Gabriel Tebaldi (defendendo o oposto, de forma canhestra).

Rodrigo Viana de Lima
(Licenciado em Filosofia pela UFES)

Questiono-me: porque os veículos de (des)informação têm medo do “romantismo”? Em a Ilíada de Homero (século VIII a.C.), o que move o exército Troiano a dar a própria vida por seu líder Heitor? Qual a principal arma usada por Napoleão ao reunir seu exército? Abraham Lincoln, criado em uma família carente no oeste dos Estados Unidos, entrou para a história como o maior presidente daquele país. Heróis históricos de épocas e locais diferentes. O que eles têm em comum? Todos são movidos pelo mesmo ideal “romântico”: libertar seu povo do julgo dos aproveitadores.

 

É realmente impressionante o esforço que a imprensa brasileira faz para denegrir a imagem do ex-presidente Lula, e assim enfraquecer a sigla PT (Partido dos Trabalhadores). Lula é naturalmente líder, seu carisma (eu prefiro chamar de romantismo), é indiscutível. Heitor de Tróia, Napoleão, Abraham Lincoln, tiveram suas ações questionadas, suas imagens foram denegridas, mas, a história os transformou em Heróis, mostrando que eles sabiam o que estavam fazendo.

 

A Gazeta/ES se limita em (des)informar os leitores capixabas. As poucas páginas de “informação” se limitam a uma militância não assumida (já que militância é coisa de petista), as notícias da política nacional se resumem em uma agressão desmedida contra o PT e o ex-presidente Lula. O escândalo envolvendo o ex-presidente FHC foi apresentado quase que como nota de rodapé e rapidamente foi retirada da edição online.

 

Confesso ter sabido sobre o “escândalo da merenda” no governo de São Paulo, não pela Gazeta/ES. Por que? Essa notícia não é importante para o capixaba ou é importante que o capixaba não saiba? O que tem de importante na declaração do (ex)artista Lobão pelas redes sociais: "Acabei de receber a notícia aqui que o show de Fortaleza foi cancelado devido a ameaças de ataques do PT. Lamento, mas isso não vai me deter", isso é mais importante do que notícias sobre o desvio de verba da merenda em São Paulo?

 

Assim, (des)informando o capixaba, um colunista Gazeta/ES que se apresenta como graduado em história, abandona a verdadeira História em uma tentativa de agressão ao ex-presidente Lula ao afirmar que “não precisamos de Heróis” e que “a história não se faz com romantismo”. O Renascentismo é a maior prova de que a história se faz sim com “romantismo”.

 

Sem romantismo não teríamos: Shakespeare, só teríamos Olavo de Carvalho, não teríamos Milton Nascimento, só teríamos Wesley Safadão, não teríamos Jornalistas comprometidos com a informação, só teríamos jornalistas e colunistas dispostos a “pintarem nossos jardins de cinza”.

 

O discurso de ódio disseminado por esses operários da (des)informação, tem grande semelhança com seus ancestrais sacerdotes (Idade Média), que, têm “a semelhança das lagartas que escolhem as folhas mais belas para nelas botar os seus ovos, escolhem as nossas alegrias mais belas para nelas botar suas maldições” (William Blake).

 

2016, ano de eleição municipal, devemos ter atenção com pregações contra o “romantismo”, a história prova que esse nos livrou da idade das travas (Idade Média), e do julgo dos aproveitadores.


Gabriel Tebaldi
(graduado em História pela UFES)


“Pobre do país que precisa de heróis”, dizia Bertolt Brecht. O culto ao líder caminha ao lado do totalitarismo e a personificação do poder tem desastre garantido.


Como de costume em países de baixa escolaridade, a visão romântica do mundo domina a mente brasileira. Histórias de superação e sofrimento caem no gosto popular e tornam-se a grande arma política dos oportunistas.

A infância pobre e os tempos de metalúrgico deram a Lula um ar messiânico amparado pelo marketing do presidiário João Santana. Assim, o ex-presidente “tirou milhões da pobreza”, “colocou o negro na universidade” e “deu casa a quem não tinha”. Tomando para si os méritos de uma nação inteira, Lula construiu-se como alguém intocável, acima do bem e do mal, e constantemente aplaudido por quem tem o hábito de ovacionar bandidos.

Contudo, os fatos escancaram a verdade que o populismo esconde e a quadrilha que rondava o governo e as amizades de Lula mostra-se cada vez mais ser liderada por ele. Sem contra-argumentos, o PT apela para a emoção e os “atos heróicos” do “nordestino que mudou o Brasil”. Suas propagandas são recheadas de justificativas e vazias de propostas. O governo isenta-se de responsabilidades, ironiza manifestações populares e lança a culpa de todos os problemas no colo de “quem não gosta de dividir a poltrona do avião”.

Para o PT, todas as crises serão resolvidas com autoestima, felicidade e samba no pé. A hipocrisia chega ao ridículo de aconselhar que o povo trabalhe mais para vencer as dificuldades.

A verdade, porém, tarda mas não falha, e a história dará conta de revelar a real face de quem enriqueceu dizendo lutar pelos pobres.

Lula não passa de mais um entre tantos descarados que viram nas fragilidades do Brasil um trampolim para si mesmo. Não precisamos de heróis; precisamos, com urgência, de líderes realmente comprometidos com as necessidades reais de seu povo e prontos em intelecto e competência para combatê-las. Precisamos de ação, e não de romantismo. Precisamos do Brasil, e não de Lula.

http://www.gazetaonline.com.br/_conteudo/2016/02/opiniao/colunas/outro_olhar/3930877-herois.html