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quinta-feira, 10 de março de 2016

CARTA AOS PROFESSORES

O prefeito Ortiz Junior (PSDB) prometeu aumentar vossos salários em 10% este ano. Bom! Muito bom...

Então pergunto: os 10% prometido repõem as perdas salariais acumuladas apenas nos três primeiros anos do governo tucano?

A promessa foi feita no primeiro dia de distribuição do kit escolar, que vem do governo federal, é bom que se diga, e este ano não pôde ser fraudado com a substituição da caixas original (com logotipo do Ministério da Educação) por uma bolsa de papel com o logotipo da Prefeitura.

As escolas estão sendo maquiadas com uma pintura tosca que servirá apenas para ludibriar os professores e os pais de alunos ("nossa, como esse prefeito é bom", dirão os incautos).

Vejo professores reclamando não só da falta de material para trabalhar adequadamente com os alunos, mas também de tirar dinheiro do próprio bolso para suprir a falta de material em sala de aula.

Estas questões poderiam ser discutidas pelos professores na campanha salarial deste ano? Ou os 10% prometidos está de bom tamanha e atende às necessidades da categoria?

Quantos professores da rede pública municipal se questionam sobre os fatos recentes que a mídia já abafou - o desvio de recursos da merenda escolar para o pagamento de propina a integrantes do governo Alckmin e até para deputados?

Quantas vezes os professores municipais debateram Ortiz Junior, que só é prefeito graças à milionária campanha eleitoral de 2012, fruto da arrecadação de R$ 1,7 milhão em propina (processo 0045527-93.2012.8.26.0053 - 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital)?

Quantos professores acompanham o processo eleitoral 58738, que tramita em Brasília e pode confirmar a cassação do prefeito de Taubaté?

Estas informações são relevantes para os professores?

Pensem nisso.

NOTA DA REDAÇÃO: na noite de ontem dialoguei com uma professora (iniciais GM), que mostrava descontentamento pelo fato de eu colocar os links de minhas postagens na página Professores de Taubaté.

Na conversa virtual a professora argumentava que não cabia postagens políticas no grupo, por desvirtuar o debate. Disse que se tratava de um link, que o professor pode acessar ou não, dependendo de seu interesse.

Por isso resolvi publicar o texto acima, também enviado para os Professores de Taubaté, sem link.